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TPA oferece conteúdo à cadeia televisiva chinesa

A Televisão Pública de Angola (TPA) é a cadeia televisiva africana que mais conteúdos oferece à poderosa Televisão Central Chinesa (CCTV, sigla em inglês), no quadro da cooperação existente entre as empresas audiovisuais de África com a emissora chinesa.

A informação foi avançada pelo secretária da agência de vídeos da CCTV, Florence Zhao, aos académicos e jornalistas dos países africanos de língua oficial portuguesa, durante uma visita aos órgãos de comunicação social e a empresas de tecnologias de informação chinesa.
A visita foi realizada no quadro da conferência internacional sobre a Nova Rota da Seda, que decorre até hoje na Universidade da Comunicação da China, em Beijing.

Florence Zhao disse que a CCTV, para garantir a difusão de notícias sobre os países africanos, coopera com várias televisões africanas, mas reconheceu que a TPA tem sido a única a enviar conteúdos à Agência de Vídeos da CCTV, no âmbito da cooperação existente entre África e a China.
A secretária da Agência de Vídeos da CCTV disse que vários quadros da TPA já passaram por aquela estação televisiva para troca de experiências com os profissionais chineses nos domínios técnicos e de administração de conteúdos.

Os académicos e jornalistas dos PALOP visitaram as áreas de edição em várias línguas, das notícias produzidas e recebidas pela agência e a de emissão.
Os representantes de Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e Angola mantiveram um encontro com a direcção da Agência de Vídeos da CCTV onde receberam explicações sobre o funcionamento da CCTV e, em especial, do seu canal internacional CGTN.

Florence Zhao garantiu que a Agência de Vídeo da CCTV está aberta para estabelecer cooperação com profissionais africanos que queiram ser correspondentes da poderosa televisão chinesa.
Os participantes à conferência internacional sobre a Nova Rota da Seda visitaram também o jornal do Partido Comunista da China, Diário do Povo. A imponência do edifício sede onde funciona o diário surpreendeu os visitantes pela sua modernização e grandeza.
Os académicos e jornalistas dos países de língua oficial portuguesa foram ver a exposição fotográfica do actual e dos anteriores presidentes da China, além do estúdio de gravação de vídeos e a redacção do jornal.

As direcções da redacção internacional de notícias e da secção de língua portuguesa do jornal Diário do Povo reuniram com os visitantes. O editor-chefe da secção de língua portuguesa, Renato Lu, explicou que o jornal é escrito em chinês, inglês, alemão, francês, espanhol, japonês, russo, arabique, coreano e nos idiomas minoritários existentes na China.

Disse que, apesar de o jornal ser do Partido Comunista da China, trata de matérias políticas, sociais, desportivas, económicos e dá voz à sociedade chinesa no geral. “Os nossos jornalistas, com a modernização do jornal, devem saber fotografar, filmar, escrever e editar os textos”, disse.
Ranato Lu espera por mais colaboradores de vários países que garantam o domínio das línguas estrangeiras.

Os participantes à conferência internacional sobre a Nova Rota da Seda visitaram também a empresa Statimes, provedora de serviços de telecomutações e conteúdos, em vários países africanos.
O director de marketing da StarTimes, William Masy, disse que a empresa actua em vários países africanos onde oferece serviços de televisão por satélite e em aldeias que apresentam dificuldades de acesso às novas tecnologias de informação. (Jornal de Angola)

Por: Gabriel Bunga | Beijing

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