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“Temos de ter pessoas que não precisam de cursos superiores para trabalhar”

Angola foi o segundo mercado africano escolhido pela Stargems, que aposta na lapidação e comercialização de diamantes no mundo.

 O grupo, que no ano passado, transaccionou 650 milhões de dólares, acredita nas reformas que o sector está viver e no seu crescimento.

Que avaliação faz à nossa economia?

A nossa economia está a passar por um momento difícil e todos sabemos o que se passa. Mas se todos nós cruzarmos os braços e esperarmos que ela mude sozinha não chegamos a lado nenhum. O grupo Stargems tem interesse em contribuir para o crescimento do País. Por exemplo, implantados em Angola como estamos e com a futura fábrica de lapidação, vamos gerar postos de trabalho. Vamos também gerar educação porque vamos formar os nossos colaboradores.

Temos de ter pessoas que não precisam de cursos superiores para trabalhar, mas que são tecnicamente capazes. Se todos tivermos uma atitude proactiva, penso que contribuiremos imenso para o País ultrapassar esta fase. Nesta altura, temos de escolher se choramos ou vendemos lenços. Nós estamos na parte de vender lenços, porque estamos a tentar dar a volta à situação e mudar o cenário.

Falta proactividade ao empresariado nacional?

Não, pelo contrário, e a prova disse somos nós. O grupo Stargems apostou em Angola, não só por achar interessante o País, mas também por acreditar que é possível e olhando para o capital humano angolano. Isso mostra que não estamos estagnados nem à espera, embora reconheça que o movimento tem sido um pouco lento. (Expansão)

Por: Faustino Diogo

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