Sociedade

Taxa de fecundidade estimada em 5,2 filhos por mulher

A taxa de fecundidade em Angola está estimada em 5,2 filhos por mulher, sendo menor do que a taxa global calculada em 6,2, variando por áreas urbana e rural, segundo o Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) 2015-2016, do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em declarações à Angop, o Director do Serviço Provincial do Instituto Nacional de Estatística, José Maria Martins, explicou que no país, às mulheres tem em média 6 filhos, com a diferença do grau de fecundidade ser maior na área rural com 8,2, número de filhos por mulher, enquanto por província, ela varia de 4,5  filhos em Luanda, a 8,6 no Bié’.

De acordo com o IIMS 2015-2016, a fecundidade é elevada em mulheres sem escolaridade, com 7,8 filhos por mulher, do que naquelas com o ensino secundário ou superior, com a percentagem de 4,5 de filhos por mulher.

Quanto ao nível sócio-económico, disse, que às mulheres dos agregados familiares no primeiro quintil apresentam fecundidade maior (8,5 filhos por mulher) e as do agregados familiares do quinto quintil tem o nível mais baixo ( 4,0 filhos por mulher).

Considerou satisfatório estes indicadores por assegurar a reposição populacional no país bem como para ajudar os planificadores e responsáveis de programas de planeamento familiar a avaliarem os indicadores do “desejo” em terem filhos, a extensão da gravidez não planificada e indesejada e na procura de contraceptivos visando reduzir ou limitar os nascimentos.

Salientou que, os resultados do IIMS 2015-2016 proporcionam informações que servirão de base para a avaliação do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013-2017, reforma do sector da Saúde e monitorização do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS) 2012-2025 e dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável 2030.

Conforme disse, homens e mulheres com idades compreendidas entre 15 aos 49 anos actualmente casados ou a viverem em união de facto foram inquiridos quanto ao desejo de terem mais filhos, e em caso afirmativo, o tempo de espera até terem o próximo.

Esclareceu que, três em cada 10 mulheres, 31 por cento de mulheres casadas negam ter mais filhos e cinco por cento declararam-se infecundas, significando que mais de metade (57%) pretende adiar o próximo nascimento para dois anos ou mais ou não ter nenhum filho, descartando a esterilização.

Apontou como factores determinantes para a redução do nível de fecundidade na zona urbana, os programas de educação sexual, planeamento familiar, uso de métodos contraceptivos, maior participação da mulher no mercado de trabalho, entre outros aspectos.

Os indicadores do IIMS 2015-2016 contém amostras que afiançam representatividade a nível nacional, provincial, urbano e rural e consta de 14.374 mulheres de 15-49 anos, entrevistados em todos agregados familiares selecionados e 5.684 homens, com idades compreendias entre os 15-54 anos.

Referiu que tais incidências de fecundidade e os seus determinantes expressam a condição reprodutiva média e global das mulheres em Angola, que contribuem para o crescimento económico e a viabilidade da segurança social no país. (ANGOP)

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