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São Paulo une-se à ONU para apoiar crianças migrantes com educação a distância

Prefeitura da Cidade desenvolveu programa para quase 4 mil crianças matriculadas na rede pública de ensino; material didático “Trilhas de Aprendizagem” foi publicado em várias línguas estrangeiras com o apoio do Unicef e da OIM; maioria dos refugiados e migrantes vem da Bolívia, da Venezuela e do Haiti.

A Prefeitura de São Paulo está apoiando crianças migrantes e refugiadas durante a pandemia de Covid-19 com material especial de educação a distância. Em parceria com a Organização Internacional para Migrações, OIM, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, a Cidade de São Paulo divulgou o programa para ajudar especialmente os alunos que ainda não têm fluência na língua portuguesa.

O projeto de integração inclui crianças de até oito anos de idade que estejam matriculadas na rede pública de ensino. A iniciativa deverá vigorar durante o período de quarentena da Covid-19, que levou ao fechamento das escolas.  A maioria dos refugiados e migrantes vem da Bolívia, da Venezuela e do Haiti.

Línguas estrangeiras

A coordenadora do Centro de Educação Étnico-Racial, Jussara Santos, contou que todos têm direitos, e que em tempos de isolamento social é preciso atender ao direito básico à educação de meninas e meninos. Para ela, o programa Neer faz exatamente isso.

O material didático foi traduzido da língua portuguesa para três idiomas estrangeiros: espanhol, francês e inglês.  A iniciativa quer envolver os membros da família, que ao compreenderem o idioma materno, poderão ajudar os alunos com os deveres escolares.

A tradução e distribuição do material didático foi feita com o apoio da OIM e do Unicef no Brasil.
O chefe da Missão no Brasil, Stéphane Rostiaux, disse que a agência quer assegurar que os migrantes e refugiados terão acesso à educação para facilitar a integração econômica deles no futuro.

Em espanhol

Já a representante do Unicef, em Brasília, Florence Bauer, acredita que é essencial reforçar o link de cada criança migrante coma escola durante a pandemia para que o ensino não seja interrompido.

Uma venezuelana de 34 anos que chegou ao Brasil, há um ano, disse que o material está ajudando a combater o isolamento social do filho dela, Dylan, de quatro anos e que está matriculado na pré-escola da rede pública. Com o material em espanhol, ela pode ajudar o filho com os deveres de casa.

Ela elogiou a iniciativa de integração e o apoio das agências da ONU e das autoridades brasileiras para a continuidade do ensino.

Estados Unidos

A Cidade de São Paulo tem o maior número de refugiados e migrantes do país. Atualmente, são 360 mil pessoas, segundo dados da Polícia Federal.  São Paulo é também o segundo maior município a abrigar refugiados venezuelanos. Até o momento, 2,4 mil pessoas foram beneficiadas pelo programa do governo brasileiro “Interiorização” que leva os refugiados para as grandes cidades.

A OIM está apoiando essa atividade no contexto do programa “Oportunidades e Integração no Brasil”, que é financiado pela Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional, Usaid. (ONU News)

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