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Na ilha de Luanda só a água salgada enche os olhos de esperança. Não mata a sede mas engorda-a com várias cogitações

A população reclama a falta de água doce nas torneiras. Deixou de correr há alguns dias e só o silêncio da EPAL desperta curiosidades

A população reclama a falta de água doce nas torneiras. Deixou de correr há alguns dias e só o silêncio da EPAL desperta curiosidades

Se a sereia fizesse milagres e levasse a água para as torneiras seria a maior divindade humana nestes tempos eleitorais e de secura em que tudo se reclama e ninguém, nem a nossa mídia consegue na totalidade, dar conta das soluções encontradas para suprir o mal que assola a capital do país, com a longa ausência do precioso líquido.

Sem água doce não há vida e ninguém em sã consciência se pode negar a um direito tão elementar que é a informação directa e objectiva sobre o mal que assola a capital do país há semanas consecutivas.

As nossas rádios estão a transmitir informações e a darem a entender que a EPAL está a trabalhar no silêncio e a dar conta indirecta do seu débil funcionamento, abrindo alas ao negócio das indústrias de água de mesa, que aparecem nos supermercados em várias marcas e sortilégios.

Será este o motivo da ausência da água nas nossas torneiras? Será devido ao projecto mirabolante do rio artificial anunciado ao preço de 800 milhões de dólares, que a água não corre nas nossas torneiras? Dívidas do consumidor, do garimpo e outras cenas afins?

Vamos ao mundo buscar a sabedoria, aproveitando a fluidez das ondas cibernéticas para solucionar rapidamente a questão vital da água que corre nas nossas veias em 99%. Caso contrário vamos todos morrer de sede e de raiva por não sabermos resolver os problemas básicos da nossa existência.

Que a EPAL venha a terreiro contar o que realmente se passa, antes que a comunicação social ocupe o seu lugar para contar o que, na essência está a acontecer neste sector vital da nossa economia, onde se gastam milhões, em nome de algumas engenharias, que no fundo não satisfazem e não resolvem, por inteiro a situação.

Não nos contem histórias da densidade populacional da capital. Não nos digam que é por isto e aquilo que a água não vai às torneiras. Contem-nos sobretudo o que está a ser feito para que os nossos rios voltem a levar a água doce aos nossos lares, em qualidade e quantidade necessárias. É o que se exige de uma companhia estratégica e essencial para as nossas vidas. A água é uma forma de vida que dá vida às nossas vidas. (Nováfrica)

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