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Milhares ameaçam boicotar a Gillette por causa de campanha contra a “masculinidade tóxica”

O novo anúncio da marca, divulgado nas plataformas internacionais este domingo, desafia os homens a mudarem para “o melhor que podem ser”. Uma crítica aos comportamentos machistas, elogiada por uns, mas criticada por muitos outros

Quase 3 milhões de visualizações em pouco mais de 48 horas e reações virais, que passam pelo elogio, mas reunem muito mais ameaças de boicote. Se a intenção do novo anúncio da Gillette era a de agitar consciências e sublinhar uma mudança, o objetivo foi alcançado.

Em “Believe”, nome do vídeo que a Procter & Gamble (proprietária da marca) apresentou no domingo através das suas plataformas internacionais, a Gillette abandona o seu velho slogan “The best a man can get” (o melhor que o homem pode obter), para “The best men can be” (o melhor que o homem pode ser). A ideia é a de combater os comportamentos machistas enraizados na sociedade, apelando a um novo conceito de masculinidade.

O anúncio recorre, também, a pequenos excertos de vídeos reais para expor o que classifica de “masculinidade tóxica”, ilustrando situações de violência entre jovens, assédio sexual contra as mulheres e cyberbullying, para depois mostrar exemplos de comportamentos mais adequados.

“É tempo de tomar consciência de que as marcas, como a nossa, influenciam a cultura”, justifica a Gillette no comunicado onde aborda o objetivo da campanha. Nele, a marca assume que pretende ser “uma empresa que encoraja os homens a serem o melhor de si mesmos”, para ajudar a criar uma mudança positiva.

Os consumidores estão divididos. Até esta terça-feira de manhã, o vídeo conquistou no Youtube cerca de 30 mil ‘gostos’, mas um número bastante superior de pessoas clicaram no botão ‘não gosto’: 236 mil. Sobretudo, clientes da marca que ameaçam deixar de comprar os produtos Gillette, por se dizerem ofendidos e, mesmo, indignados com a mensagem transmitida.

“Como destruir uma empresa num minuto e 49 segundos”, pode ler-se num comentário, recordando um outro assumido consumidor: “Vocês precisam de nós, nós não precisamos de vocês”.

Entre os que receberam a campanha com entusiasmo, elogia-se a aposta numa mensagem “forte”, “relevante” e que tenta “fazer a diferença”. (Expresso)

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