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Luanda: Moradores zangados com ocupação “ilegal” de espaço público na Marginal – Obra não pára apesar de embargada pela Administração da Ingombota

Os moradores e as empresas que se encontram junto ao Hotel Presidente, nas proximidades do Porto de Luanda, estão descontentes com a construção ilegal de um bar por cima do passeio público, tirando a visibilidade aos peões e aos automobilistas que atravessam no único cruzamento que liga a Avenida Marginal ao Largo 4 de Fevereiro. A administração da Ingombota diz que já embargou a construção mas as obras não pararam totalmente.

Os munícipes e os responsáveis das empresas próximo ao largo do Porto de Luanda asseguram que a obra, supostamente paralisada, nos dias normais de trabalho, tem sido continuada aos fins-de-semana.

Ao Novo Jornal, o responsável da administração distrital da Ingombota garante que a obra foi embargada há três meses pelo facto de a administração não concordar com a categoria de construção feita naquele perímetro, e atesta que não autorizou a empresa responsável a fazer aquela obra.

Um alto funcionário do escritório da Business Presidente, que fica os escassos metros do passeio, e preferiu anonimato, contou que vive em Angola há anos e viaja constantemente mas nunca viu nada deste tipo. “O Governo devia ter vergonha de ver uma coisa do género a nascer em plena Marginal de Luanda que é o cartão-de-visita da cidade”, lamentou, acrescentando que os trabalhos são feitos aos finais-de-semanas.

Na mesma senda, outro alto funcionário do Hotel Presidente, que também se mostrou triste com a invasão do passeio, disse que alguém se apropria do que é público, à vista de todos sem que nada lhe aconteça. “Os fiscais vêm cá, as obras param durante a semana e continuam ao fim-de-semana. Isso é um facto”, disse o funcionário do hotel.

Há rumores de que este espaço tem como proprietário alguém muito próximo do poder. “Cimentam o passeio e colocam mosaicos. Fizeram uma estrutura de um piso por cima mesmo do passeio e na curva do largo”, descreveram, agastados, vários munícipes na zona.

Entretanto, os moradores, as instituições comerciais e diversas empresas no local disseram ao Novo Jornal que já escreveram à administração distrital da Ingombota a solicitar que impeça definitivamente a construção da obra, visto que é a imagem do País que fica beliscada.

Na missiva, a que o Novo Jornal deve acesso, os subscritores referem que a obra prejudica, claramente, a harmonia da marginal. “Com a colocação de dois contentores no passeio público, feito de paralelepípedos de pedra de granito e agora coberto por mosaicos, retiram a característica homogénea da Marginal, descaracterizando totalmente o passeio”,refere a carta enviada às autoridades da Ingombota.

Administração diz que já tomou medidas Ao Novo Jornal, a administração distrital da Ingombota garante que a obra foi embargada há três meses por não estar em concordância com a categoria de construção feita naquele perímetro, e atesta que não autorizou a empresa responsável a fazer aquela obra.

O administrador distrital da Ingombota, Paulo Furtado, explicou que há três meses a obra em questão foi alvo de um embargo pela fiscalização do distrito que também solicitou a retirada de uma parte da estrutura. “A parte de cima solicitamos que fosse retirada.

Apenas ficará o contentor(cancela) para a cobrança do parque de estacionamento, que está autorizado pelo GPL, e que não fizesse lá o bar como pretendido”, contou. Segundo o responsável, a administração distrital embargou a obra porque notou que a mesma não era feita da melhor forma.

“A empresa que faz a obra é do gestor do parque de estacionamento em frente do passeio e querem agora reactivar a gestão”, disse. Questionado sobre quem cedeu o espaço, o responsável disse ser o GPL, mas assegurou ser com finalidade diferente. “Por isso é que nós, administração do distrito, impedimos”,reforçou o administrador assegurando que irá intensificar as medidas para que a obra não continue. (Novo Jornal)

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