DestaquesNecrologiaSociedade

Gente da nossa terra: Evitar a reacção armada para impor a ordem social no país. A morte da zungueira do Rocha Pinto

A morte por arma de fogo da zungueira Juliana Kafrique, de 26 anos, que na sua condição exercia o papel de chefe de família constituída por 3 filhos e marido comoveu o país inteiro.

Apesar da polícia ter assumido o erro , há um pormenor que não se cala nos comentários sobre o assunto. Não basta o reconhecimento do erro pela nossa polícia. São necessárias também providências no sentido de garantir a sobrevivência da família enlutada, que tinha na vítima a única fonte de subsistência.

Que a polícia e demais entidades governamentais, nomeadamente o Ministério da Assistência e Reinserção Social possam mobilizar apoios destinados a esta pobre família, com um membro de apenas quatro meses, através da assistência social e se, possível a integração do pai, numa estrutura de trabalho, nem que seja,  na polícia, para garantir a sobrevivência dos filhos menores.

Que a nossa polícia reflita igualmente nos seus métodos de trabalho, de modo a humanizar a postura, quando confrontada com cenários de violência popular controláveis. A polícia já não deve utilizar armas de guerra na manutenção da ordem pública. Deve sim munir-se de outros meios modernos para fazer face a situações de histeria colectiva e outras.

O fenómeno dos assaltos deve igualmente constituir uma preocupação nacional sobre as causas e suas respectivas soluções. Está ao alcance do Executivo a solução da delinquência social que afecta o país. São necessárias políticas incisivas de ocupação da mão de obra desempregada. Com urgência. É uma medida mais barata e inclusiva. (Nováfrica)

 

Mostrar mais

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Close