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Em Luanda a morte acontece no asfalto a coberto da escuridão

A falta de iluminação pública nas principais avenidas de Luanda tem provocado a morte de imensos cidadãos.

Raro é o dia em que na Avenida Deolinda Rodrigues, Via Expressa, Viana, Cacuaco, Bengo ou  a estrada para o Cuanza Sul, não haja registos de sinistros mortais. O caso que observamos há três semanas atrás, nas imediações da BCA, à Estrada de Catete, ou melhor nas imediações do Grafanil, foi simplesmente revoltante: um corpo estendido, a jusante daquela importante avenida,  foi trucidado por duas viaturas ligeiras, em excesso de velocidade.

Imagine o leitor o horror que é ver um corpo inerte a ser esmagado por duas vezes seguidas, em plena via escura, sem resguardo, por viaturas em máxima velocidade… Simplesmente deprimente!

Um corpo vestido de azul, de alguém, por doença ou outro estado débil, a ser desfeito a coberto da escuridão da via, que devia, quanto a nós estar iluminada, nem que seja à luz da energia solar, que povos mais esclarecidos, com custos baixos, já utilizam nos vários cantos do mundo.

Aguardamos que a Governadora Joana Lina assuma o compromisso de mobilizar recursos e a consciência nacional para que os benefícios da energia solar evitem a morte nas nossas pobres e mal estruturadas estradas. Que haja sensibilidade na preservação do bem vida, muito abalado pela ineficácia das nossas políticas de desenvolvimento. (Nováfrica)

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