Sociedade

Chuva de pouca intensidade alaga Luanda e provoca caos

No bairro de São Paulo, na estrada que dá acesso à igreja Católica, não se aconselha ninguém a circular por esta via, sob o risco de danificar a viatura.

Depois de um sol ardente e um calor infernal na segunda- feira, ontem, pelas primeiras horas da manhã, parte da cidade de Luanda despertou com uma chuva não tão intensa, mas o suficiente para deixar intransitáveis algumas ruas, sobretudo as terciárias.

Luanda provou, mais uma vez, que não está preparada para receber chuvas. Pouca ou muita, faz sempre estragos e cria embaraço ao trânsito na capital do país.

Os gritos de socorro, como é habitual, de pessoas que vivem em áreas de difícil acesso, não se fizeram esperar, assim que São Pedro decidiu “despejar” quantidade de água para terra. Muitos, provavelmente, por esta altura, terão se refugiado em casa de familiares.

A reportagem do Jornal de Angola percorreu algumas zonas de Luanda, onde constatou que boa parte das estradas, muitas das quais sem esgotos, estavam submersas e, por conta disso, o trânsito fazia-se com grandes dificuldades.

Por exemplo, na Avenida Fidel de Castro, também conhecida com a via expressa, da paragem da Mutamba até junto ao Tribunal do Benfica, em alguns pontos, a água da chuva tomou conta do asfalto.

O outro ponto difícil é a do bairro Mulenvos, cujo moradores tiveram sérios problemas para transporem o município de Cacuaco, porque no troço que vai do Aterro Sanitário até à via expressa só era possível circular com carros de grandes cilindradas. Os de pequeno porte, como Toyota Corolla, i10 e outros, ficaram enterrados na lama.

Na Avenida Deolinda Rodrigues, também conhecida como estrada de Catete, o cenário não era diferente ao da via expressa. Da FTU a Shoprite, a estrada está inundada apesar do trabalho de micro drenagem feito ao longo da via muito recentemente.

O resultado de um mau trabalho de engenharia feita pela construtora chinesa CR 20 está à vista, ou seja, veio ao de cima, tal como tantas outras obras feitas às pressas, apenas para inglês ver, mas que a chuva se encarregou de destapar. Para a empreitada, o Estado terá desembolsado milhões de dólares.

Na Avenida Hoji ya Henda, para quem sai da Fábrica da Cuca para Baixa de Luanda, passando pela Cipal e pelo Mercado do São, a situação era pior. Nalguns pontos, o trânsito fazia-se com muita lentidão devido aos buracos na via, porque parte do asfalto foi “comido” pela água das chuvas.

No bairro de São Paulo, na estrada que dá acesso à Igreja Católica, não se aconselha ninguém a circular por esta via, sob o risco de danificar a viatura. A situação naquele perímetro já se arrasta há algum tempo, clamando por uma intervenção urgente. Na 21 de Janeiro, o trânsito caótico deveu-se ao pavimento escorregadio, em

consequência da chuva. Já na estrada da Samba, onde em dias normais a circulação é feita com muita lentidão, o engarrafamento ontem foi de tirar o apetite. Filas longas de viaturas. Algumas não resistiram e acabaram por avariar, complicando ainda mais o trânsito. Houve mesmo quem parasse por falta de combustível.

Na Avenida Comandante Loy, sobretudo para quem sai da Shoprite do Palanca para a Igreja Tocoísta, a dificuldade era enorme.

Os agentes reguladores de trânsito não foram capazes de fazer o seu trabalho devido à desordem dos taxistas, que faziam das suas, desrespeitando as regras de trânsito.

A chuva em alguns pontos da cidade continuou a cair até à noite. É o caso da Baixa de Luanda.

Ontem foi um dia difícil para os automobilistas e, sobretudo, para quem depende de transporte público ou de táxi. Nas avenidas por onde a reportagem do Jornal de Angola passou, as paragens estavam apinhadas de gente que pretendia chegar aos seus locais de trabalho. (Jornal de Angola)

Por: Alberto Pegado

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