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Centralidade do Kilamba a caminho da terceira idade, por envelhecimento precoce

Quem for à centralidade do Kilamba ganha como prémio a decepção, ao constatar a degradação que sobre si recai neste momento, ao vê-la a decair por ausência de manutenção das suas infraestruturas

Ruas e avenidas sem toponímia, iluminação, prédios em evidente descaracterização, ausência quase total de segurança comunitária, elevadores avariados, lixo nalguns quarteirões, desleixo na arrumação urbanística, afastaram o orgulho governamental, que inspirou outros países africanos, a solucionarem os seus problemas de urbanismo e habitação, em peso, e qualidade superiores às nossas.

O Ruanda, por exemplo, apostou na qualidade e diz quem lá esteve, que o exemplo é bem melhor que o nosso, com fiscalização de empresas francesas, permitindo ao Estado resultados mais satisfatórios. Aqui entre nós, a gestão pública, não encontrou ainda soluções satisfatórias, para manter a centralidade mais dinâmica e com os níveis de conservação necessários. Falta dinheiro para as obras sociais, é verdade, mas o que é necessário é accionar os mecanismos de gestão participativa, para que os munícipes e empresas residentes possam intervir nas soluções dos problemas existentes.

Não fica nada bem termos a centralidade do Kilamba a viver os problemas que apresenta, nos capítulos do saneamento básico, energia eléctrica, água, sendo o espelho real, de um novo conceito habitacional para o país que solucionou um problema primário, mas que não consegue dar sequência, ao quesito manutenção e melhoramento de serviços de conservação das estruturas sociais. Esta tarefa pode ser partilhada com os munícipes, em nome da estabilidade e bem estar que estruturas do género recomendam. Não se pode deixar cair um projecto que inspirou confiança e é válido naquilo que foram as soluções encontradas para resolver o grave problema da habitação social no país.

Passados alguns anos, o nosso Kilamba deixou de ser. A central de águas residuais não recicla a água e em períodos de inoperância, as áreas circundantes ficam completamente a exalar o mau cheiro das águas residuais que se acomodam em lagoas à beira da via expressa, causando o mal estar e a repulsa dos cidadãos. (Nováfrica)

Por: Nuno Santos

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