Sociedade
Administração do Benfica transfere vendedores para o Areal
Luanda - Mais de 200 vendedores, que exerciam a actividade comercial informal nas ruas do distrito do Benfica, município do Talatona, em Luanda, começaram hoje ( segunda-feira) a ser transferidos para o mercado oficial do Areal, com melhores condições de higiene e de trabalho.
O mercado do Areal, localizado na zona do Kifica, tem a capacidade para albergar cerca de três mil vendedores, em bancadas, possui armazéns,câmaras frigoríficas, bancos de descanso, chafarizes, posto policial, casas de banho, parque de estacionamento e área administrativa.
A administração do Benfica vai também desactivar os armazéns, vulgarmente chamados por casas de processo e as paragens de táxi e mototáxi, mal localizadas nas zonas do 10 de Dezembro e Kifica.
Em declarações à Angop, o administrador do Benfica, Hélio Aragão, disse que uma das prioridades no plano estratégico da administração local é a retirada pacífica dos vendedores dos locais impróprios onde exercem a actividade comercial.
“ Antes os vendedores condicionavam a transferência para o Areal alegando o mau estado da via de acesso, mas os nossos parceiros privados, sediados no município, ajudaram com a construção de duas pontes provisórias sobre os dois riachos para facilitar a mobilidade rodoviaria”, sublinhou.
De acordo com o responsável, a intenção é a extinção dos mercados de rua e possibilitar o enquadramento dos empreendedores do comércio informal para o formal.
Alguns moradores das ruas onde era exercida a venda informal reconheceram que a actividade causava desordem pública, dificuldade na fluidez do trânsito, aumento de lixo, risco para a saúde pública, concorrência desleal e ambiente propício para a fuga ao fisco.
Alguns vendedores exprimiram a satisfação pela transferência e a reabilitação das vias de acesso, afirmando que vai permitir a expansão dos seus negócios, visto que dispõem de um local digno para o exercício da actividade comercial.
A jurista Sandra Macedo recordou que a venda feita em condições deploráveis constitui transgressão administrativa, punível com multa.
Segundo ela, para se evitar contaminações nos produtos vendidos na rua, o legislador proíbe que se exerça na rua o comércio de produtos perecíveis e outros.
A província de Luanda actualmente conta com o funcionamento de 106 mercados, sendo 71 municipais e 35 privados.
Com mais de sete milhões de habitantes fazem parte da capital do pais, os municípios de Luanda, Kilamba Kiaxi, Talatona, Viana, Belas, Cacuaco, Icolo e Bengo e Quiçama. (Angop)



