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A gente que soltou presos por ordens do Chefe do SIC na Matala pode ser expulso da corporação

O caso ainda vai dar que falar, a acusação fala de quatro detidos soltos em troca de dinheiro, mas o agente visado diz terem sido apenas dois. ele alega ter cumprido ordem superior, o que o chefe do SiC local nega. ao certo, o Minint, diz o seu porta-voz, já enviou uma comissão de inquérito à Matala para apurar a verdade.

O Agente de segunda da Polícia Nacional que cumpriu ordens do Chefe do Serviço de Investigação Criminal (SIC) no município da Matala, a 180 quilómetros da cidade do Lubango, província da Huíla, para soltar quatro detidos de uma cela no Comando Municipal da Polícia Nacional, pode ser expulso da corporação A informação foi avançada em exclusivo a OPAÍS pelo director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII) da Delegação Provincial do Ministério do Interior na Huíla.

Manuel Halaiwa disse que a Delegação do MININT na Huíla está ao corrente dos factos, tendo acrescentado que não se trata de recebimento de valores, mas sim de soltura irregular de dois detidos. Ainda assim, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação do MININT revelou que já estão a ser tomadas as devidas medidas para a punição do acto praticado supostamente pelo agente de segunda Paulo Calamba, que confirmou a este jornal ter praticado tal acto a mando do inspector-chefe José Jengue, chefe do SIC na Matala.

“Sobre o agente em causa correm dois processos, um processo- crime que já foi remetido à Polícia Judiciária Militar, e outro disciplinar, em que, caso as acusações que pesam sobre este forem comprovadas, ele incorre a uma medida grave, cuja sanção vai até à expulsão” disse. Para se apurar o envolvimento do chefe municipal do Serviço de Investigação Criminal no caso, Manuel Halaiwa adiantou que já se encontra na Matala, desde ontem, uma comissão para o devido inquérito.

Outras diligências, acrescentou, correm os seus trâmites para averiguar o eventual envolvimento do responsável do SIC na Matala nestes factos e, caso se comprove, o procedimento a ele aplicado será o mesmo. “Todavia, referir que a Policia Nacional e todos os outros órgãos do MININT não toleram actos de corrupção, o que é preciso é que o cidadão traga factos para, em concreto, punir todas as más práticas responsabilizar os seus autores, e nisso os nossos órgãos estão abertos 24 horas por dia” garantiu. Este diário, sabe de fonte segura que os factos aqui relatados, da soltura de detidos supostamente em troca de dinheiro e sem mandato do procurador local, terão acontecido no dia 24 do mês passado no município da Matala. (O País)

Por: João Katombela | Huíla

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