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UNITA refuta interferências de instituições do Estado nas suas actividades

Em causa, comportamento da imprensa pública e referência da PGR a um processo contra Adalberto Costa Júnior

A queixa-crime contra Adalberto Costa Júnior apresentada pelo cidadão e antigo militante da UNITA Rui Manuel Galhardo da Silva voltou à baila depois da Procuradoria-Geral da República (PGR) ter dito à VOA a 18 de Outubro que o mesmo tinha sido arquivado.

Galhardo da Silva, entretanto, disse ter sido informado na PGR, na sexta-feira, 19, que o processo não morreu e que vai em frente.

A UNITA nega os vínculos de Galhardo ao partido e acusa as emissoras estatais de tentarem denegrir a imagem do candidato à presidência do partido, Adalberto Costa Júnior a poucos dias do XIII Congresso.

Ruben Sicato, porta-voz do Congresso, garante que o seu partido “não aceita a contínua e grosseira tentativa de interferência nas questões internas da UNITA por parte das instituições do Estado que demonstram falta de isenção e uma nítida conformação à ações proibidas pela lei e pela ética”.

Sicato acrescenta que o partido é a favor de uma atitude mais republicana dos órgãos do Estado” e assegura que “não obstante todo o barulho que se faz ouvir, a direcção da UNITA afirma categoricamente que continua firme e coesa na defesa dos interesses do povo angolano”.

Também hoje, em nota, o partido informa que “prosseguem em bom ritmo os trabalhos preparativos do XIII Congresso Ordinário do partido forçado a ser repetido pelo Tribunal Constitucional”.

Quanto às afirmações de Galhardo da Silva, o porta-voz do Congresso diz que qualquer cidadão é livre de apresentar uma queixa quando se sentir lesado, mas esclarece que o queixoso, que acusa  Adalberto da Costa Júnior de incitação à violência, não é militante da UNITA.

“A direcção da UNITA não se opõe a quaisquer actos de cidadania por parte dos seus militantes, muito menos por parte dos seus simpatizantes ou dos angolanos em geral, em particular quando estiverem em causa os seus direitos constitucionais. A direcção da UNITA defende para Angola o fortalecimento dos fundamentos do Estado de direito democrático”, diz Sicato. (VOA)

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