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RDC: Visita de Félix Tshisekedi ao Rwanda

Kinshasa - O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi efectua, a partir do dia 26 próximo, a sua primeira visita oficial ao Rwanda, segundo o ?Jeune Afrique?.

A informação foi confirmada pelo ministro rwandes dos Negócios estrangeiros, Richard Sezibera.

A deslocação, é a primeira do género desde 2016 e, segundo ainda o “Jeune Afrique”,  é um sinal de desanuviamento nas relações entre os dois países, historicamente complicadas.

A última visita de um chefe de Estado congolês ao Rwanda aconteceu em Agosto de 2016, quando Joseph Kabila encontrou-se com o seu homólogo Paul Kagame na localidade de Rubavu, Oeste daquele país. .

“As relações bilaterais entre o Rwanda e a RDC estão a melhorar, tanto no domínio da Segurança como no do comércio. Tshisekedi e Kagame acordaram reforçá-las e nós agradecemos”, sublinhou o chefe da diplomacia rwandesa, citado pela imprensa local.

A visita de Tshisekedi ao Rwanda segue-se que o seu director de gabinete, Vital Kamehere efectuou a Kigali, a 12 de Março, durante a qual foi recebido em audiência pelo Presidente Paul Kagame.

Félix Tshisekedi, Presidente da RDC. (Foto: Pedro Parente)

A margem da visita, Félix Tshisekedi participará, nomeadamente na África CEO, um fórum que terá lugar em Kigali nos dias 25 e 26 de Março.

Tratar-se-a do segundo encontro entre os dois estadistas, depois do primeiro que tiveram a margem da cimeira da UA, em Addis Abeba, em Janeiro último.

Kigali sublinha haver um bom entendimento entre os dois personagens políticos, mormente em torno das questões económicas e de segurança.

A eficácia dessa nova dinâmica é também o resultado da detenção, em Dezembro ultimo de dois responsáveis das FDLR e a sua extradição para o Rwanda, mas as circunstâncias continuam desfavoráveis.

A 17 de Janeiro último, em Addis Abeba, por iniciativa de Paul Kagame, nove chefes de Estado membros da UA reuniram-se para exprimirem “sérias dúvidas” sobre a transparência da vitória de Félix Tshisekedi e apelaram à suspensão dos resultados da eleição presidencial.

Na qualidade de presidente em exercício da organização panafricana, Paul Kagame deveria, no dia 21 do mesmo mês, chefiar uma delegação composta por cinco chefes de Estado para Kinshasa para consultas com as autoridades congolesas.

Fortemente criticada por Kinshasa, a visita foi anulada a última hora, depois de intensos contactos diplomáticos. (Angop)

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