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Programa Logos com o Clube dos Pensadores: A realidade angolana passada a pente fino

Um grupo de activistas angolanos não conformistas faz a análise nua e crua da realidade angolana num momento em que a crise social e económica é crítica. Descrevem situações do quotidiano angolano e as consequências das más opções políticas tomadas pelo Governo, ao longo dos 44 anos de independência.

Uma leitura generalista do cenário político que se vive em Angola, à luz dos últimos acontecimentos registados no país, como a Feira do Emprego, que causou tumultos e dos quais reclamam a demissão da ministra da Juventude e Desportos, que não teve pulso para contornar a situação, nem uma política que leve os jovens a acreditar no futuro. Um futuro assente na oferta de emprego, de boas perspectivas de inserção social e económica.

O Clube dos Pensadores traz a lume a discussão desapaixonada dos problemas do país, numa perspectiva mais alargada, dos problemas nacionais, num âmbito mais vasto e livre, dentro dos padrões defendidos pela Constituição. A livre iniciativa empresarial, a liberdade de expressão são aqui reivindicados de forma veemente por um grupo de jovens, que deve ser ouvido e suas idéias reflectidas nas opções políticas da governação.


O Clube dos Pensadores traz a lume a discussão desapaixonada dos problemas do país, numa perspectiva mais alargada, convidando os políticos angolanos a reflectirem melhor a resolução dos problemas nacionais. Existem escolas, hospitais, universidades, algumas infraestruturas funcionais, mas nenhuma delas satisfaz a cem por cento as necessidades.

Os activistas convidam os políticos a ouvirem a voz do povo num âmbito mais alargado e livre, dentro dos padrões defendidos pela Constituição. A livre iniciativa empresarial, a liberdade de expressão são aqui reivindicados de forma veemente por um grupo de jovens, que deve ser ouvido e suas idéias reflectidas nas opções políticas da governação.

Que o Governo angolano saiba interpretar da melhor forma, os sentimentos dos angolanos, hoje forçados a viver sob o manto da pobreza, da fome, da incerteza e da insatisfação constante, 44 anos depois da independência. A guerra não explica todos os fenómenos da sociedade angolana, como disse um dia um intelectual angolano engajado nas lides governativas.

Alguém igualmente disse que Angola apenas tem a bandeira da independência. Mas ainda não se tornou verdadeiramente independente, estando agora a vender a sua terra e as riquezas, ao chamado capitalismo internacional, de forma selvagem, penetrando pela casa dentro, sob a capa de investimento estrangeiro, com a ajuda dos novos ricos, instalados na governação e em desprezo completo do voto de quem os elegeu.

É necessário que a História de Angola seja escrita de outra forma, que não essa, marcada pelo descontentamento e com a mão estendida à caridade. O povo merece melhor sorte. (José Pedro)

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