DestaquesEconomiaOpiniãoPolíticaSociedade

O peso do petróleo na Economia

Com uma produção diária de 1.434,7 milhões de barris de petróleo diários (bpd), Angola é o segundo maior produtor de petróleo no nosso continente, com a Nigéria a ocupar o lugar cimeiro, com uma produção diária de 1.792 milhões de barris.

A virtude da sua exploração e utilização racional e sustentável residem nas melhores opções que se tomam em contextos de alta do preço, como impulsionador de outros sectores, cujo arranque dependem, em muito, de recursos provenientes desse “ouro negro”, pelo seu elevado poder de geração de recursos financeiros, numa lógica de diversificação das economias.

Exemplos a esse respeito abundam pelo mundo, como são os casos da Argélia, Kuwait, Líbia, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Nigéria, só para citar alguns, todos membros da OPEP – cartel mundial dessa “commodity”, que de tão cobiçado pelas grandes potenciais também nele residem razões de sobra para o despoletar de conflitos, como são os casos da Líbia, Iraque e, presentemente, a Venezuela, cujo desfecho neste último país se apresenta sombrio, com consequências imprevisíveis.

Os maus exemplos devem ser evitados, para que não se repita o triste cenário que Angola viveu, com efeitos económicos e sociais de difícil reparação, porque do petróleo ainda depende a nossa sobrevivência como um só povo e uma só nação

Embora ensaios não faltem à busca de alternativas ao petróleo, a realidade prática mostra que estamos muito longe de atingir esse desejo, o mesmo que dizer que o petróleo ainda está para durar…!!! restando a observância de total prudência na sua exploração e utilização, para que se assuma como mola impulsionadora dos demais sectores, que pela sua natureza asseguram maior empregabilidade: agricultura, indústria extractiva e transformadora, pescas, transportes com todas as infra-estruturas de mobilidade, serviços, “startups”, etc, sem descurar a investigação científica, ensino profissional e superior, educação de base e médio, esteios de produção de competências nucleares ou capital humano, responsável do funcionamento, com sucesso, de toda a máquina técnica, administrativa e produtiva que guinde o país a patamares de auto-suficiência e desenvolvimento com sustentabilidade.

Sendo o petróleo (ainda) responsável por 90% da receita fiscal, e mais de 85% no cômputo das exportações, o seu peso na economia angolana tem um efeito cascata, qualquer desatenção desencadeia um impacto explosivo, como ficou demonstrado na semana finda, levando a (quase) paralisação total do país, com prejuízos económicos e sociais de difícil cálculo, a que se deve extrair a mensagem clara e inequívoca de que com o petróleo não se brinca.

Daí a necessidade imperiosa de uma gestão prudente, responsável, com canais de comunicações fluídos em toda a cadeia de intervenientes, desde a produção, importação e distribuição desse bem, tão importante quanto necessário ao desenvolvimento sócio-económico do país.

Os maus exemplos devem ser evitados, para que não se repita o triste cenário que Angola viveu, com efeitos económicos e sociais de difícil reparação, porque do petróleo ainda depende a nossa sobrevivência como um só povo e uma só nação. (Jornal de Angola)

Mostrar mais

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Close