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Novo mandato de João Lourenço não reúne consenso mas alimenta expectativas

O novo mandato de João Lourenço não reúne consenso mas alimenta expectativas quanto à postura da sua governação. Para falar sobre o assunto, ouvimos Carlos Cambuta, Director Geral da ADRA, o economista Carlos Rosado de Carvalho e o jurista William Tonet.

O novo ciclo de governação do MPLA para mais cinco anos do segundo mandato de João Lourenço é apontado como sendo imprevisível e controverso, a julgar pela legitimidade questionada por muitos angolanos. 

No seu discurso de investidura o actual inquilino da cidade alta prometeu mais investimentos nas Forças Armadas Angolanas, quer em meios como na melhoria dos salários dos efectivos, renovou o compromisso das medidas de prevenção e combate contra a corrupção e apontou a situação da juventude como estando no centro das atenções da sua governação durante o actual mandato.

Presidente angolano, João Lourenço (dir) e a primeira-dama angolana, Ana Dias Lourenço, chegam à Praça da República em Luanda, para a tomada de posse. 15 de setembro, 2022

Novo Governo de Angola com poucas caras novas

Neste discurso, onde reiterou as promessas da campanha eleitoral, João
Lourenço escusou-se a falar das eleições autárquicas, um tema
fracturante e de interesse de todos os actores políticos.

Vários são os desafios colocados a este novo mandato, alguns dos quais
transitaram do mandato anterior, cujas soluções não foram alcançadas como era previsto, devido à falta de transparência que o partido no poder tem demonstrado nos últimos anos.

É igualmente consensual a ideia segundo a qual no novo mandato de João Lourenço é desafiado a manter o dinamismo da governação anterior ou corrigir os aspectos nucleares em que se notam fragilidades ou ineficiências nas políticas até agora implementadas.

Para o Director Geral da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente o combate a pobreza deve estar entre as prioridades mais elevadas do novo governo. Carlos Cambuta destaca igualmente a necessidade de eleições autárquicas para a partilha de poder e de responsabilidades.

William Tonet levanta a questão da pobreza, questionando a capacidade do governo de não “ver as crianças pobres no lixo” e Carlos Rosado de Carvalho bate na tecla da dependência da economia angolana no “abono de família” chamado petróleo. (VOA)

 

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