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Nova governação da Cacula privilegia grupos minoritários

Lubango - O novo administrador da Cacula, província da Huíla, Desidério da Graça Wapota, destacou ontem segunda-feira, no Lubango que vai prestar maior atenção à melhoria das condições de vida da comunidade SAN (vulgarmente chamados de khoisan), dando mais acesso aos serviços básicos, desde a saúde, água e educação.

O administrador que estreia-se na função, falava no final da reunião do governo, após tomada de posse dos membros de governação da província recentemente nomeados para distintas áreas, reconheceu que a comunidade San carece de melhores condições de vida, daí ser a sua prioridade.

O antigo deputado do MPLA pelo círculo da Huíla, afirmou que a par desta população minoritária vai, igualmente, dar primazia aos sectores da saúde e educação, tendo como visados outros grupos vulneráveis do município que tem penas 11 anos, o mais novo da província.

Apontou a aposta ainda em infra-estruturas e de serviços no município, pois um prévio levantamento permitiu saber que é um dos problemas que vive o município.

Adiantou que para trair investidores, uma das políticas é convidar todas as pessoas dispostas a contribuir com o seu esforço para o crescimento da municipalidade,  mediante a apresentação das valências do município.

“Tivemos orientações de trabalhar com todos, vamos ter de andar muito e conhecer bem as estruturas do município. As vias de acesso também vão merecer a nossa atenção,  principalmente as que dão acesso aos campos de produção”, manifestou.

Por sua vez o novo administrador dos Gambos, Francisco Barros Leonardo, declarou que vai continuar com os programas existentes da gestão do antigo administrador, tendentes a combater os efeitos da seca, na qual o seu município é assolado.

Citou o água para todos, a construção de barragens junto a aldeia da embala do Rei e o aperfeiçoamento dos furos já existentes, a fim de garantir o abastecimento de água para a população.

“Vamos ouvir as pessoas, autoridades tradicionais e religiosas para de uma forma colectiva tomar as decisões para a resolução dos problemas que afligem o município. Vamos dialogar mais, promovendo a gestão aberta e participativa”, manifestou.

Ambiente quer envolver a academia na gestão

A nova directora do Gabinete Provincial do Ambiente, Resíduos Sólidos e Serviços Comunitários, Tânia Dias dos Santos, disse que “a expectativa é grande”, por ser um campo muito abordado, cujo desafio tem sido os resíduos sólidos.

Apontou à academia como fonte para melhorar a gestão, olhando para o potencial que as universidades têm com trabalhos práticos apresentados, quer seja de tese ou financiado por outras organizações com resultados visíveis.

“Temos de atingir estes resultados, trazer para nós e poder expandir para as demais áreas como a Agricultura, Pescas ou Turismo. O ambiente é multidisciplinar e queremos trazer essa multidisciplinaridade à gestão actual, sem esquecer os programas e projectos em curso”, explicou.

Frisou que pretendem igualmente trabalhar com as organizações não-governamentais que estão ligadas ao sector social, mas com uma vertente forte ambiental, pois, não se pode falar de pessoas sem falar do ambiente.

Defendeu a necessidade de olhar-se para a gestão dos resíduos sólidos como uma responsabilidade municipal também, não somente da gestão provincial, daí que vão analisar os programas existentes com os directores das áreas de cada município para saber que projectos existem e tentar melhorar. (ANGOP)

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