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Ex-primeiro-ministro ameaça assaltar Palácio se Embaló não deixar Presidência

O antigo primeiro-ministro guineense Baciro Djá deu prazo até dia 27 para Umaro Sissoco Embalo abandonar a presidência do país, acusando de ocupar a chefia de Estado de forma ilegal e violenta.

“Vamos dizer a Umaro Sissoco Embalo que tem até ao dia 27 deste mês para abandonar o Palácio da República, se não o fizer, vou lá eu pessoalmente tirá-lo”, afirmou Baciro Djá, num encontro com as mulheres do seu partido, a Frepasna, que hoje celebrou o segundo aniversário.

Para o líder da Frente Patriótica de Salvação Nacional, Umaro Sissoco Embalo deve sentar-se à mesa das negociações com a classe política guineense “para dialogar e buscar compromissos”.

Baciro Djá, de 47 anos, disse que se Umaro Sissoco Embalo se autointitula de general das Forças Armadas, então ele, Baciro Djá, é um marechal devido ao percurso que fez sempre ligado ao Exército guineense.

“Há um autoproclamado Presidente da República que está a dizer que é general. Se ele é general eu sou marechal, porque eu comecei desde pequeno, com as Forças Armadas, fui presidente do Instituto da Defesa Nacional, fui coordenador do programa de reforma do setor de Defesa e Segurança, fui ministro dos Combatentes e da Defesa Nacional”, disse Baciro Djá.

O líder da Frepasna disse ainda que há pessoas que estão nas Forças Armadas desde os 14 anos, hoje com 60 e 70 anos, mas que “nem passam de capitães ou tenentes” e que é incompreensível que Sissoco Embalo seja general. (Plataforma/Lusa)

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