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“Estamos a dizer não à homossexualidade”, garante presidente da Zâmbia

Dois homens foram condenados a 15 anos de prisão, na Zâmbia, por serem homossexuais.

A tensão subiu entre a Zâmbia e os Estados Unidos depois de um diplomata norte-americano ter classificado publicamente como “horrível” a sentença de dois homens homossexuais a 15 anos de prisão. “Fiquei pessoalmente horrorizado de ler sobre a sentença aplicada a dois homens, que tinham uma relação consensual, que magoava absolutamente ninguém”, disse Daniel Foote num comunicado.

JaphetChataba e Steven Samba foram condenados por um juiz do tribunal superior, na passada quarta-feira, por “crimes contra a ordem da natureza”, o termo legal para homossexualidade no país.

Agora, numa entrevista à Sky News, o presidente da Zâmbia garantiu que o país vai fazer uma queixa formal aos Estados Unidos pelos comentários que o seu embaixador fez sobre a pena do casal homossexual.

“Estamos a dizer que não à homossexualidade. Porque é que deveríamos dizer que vamos ser civilizados se estamos a permiti-lo… estão a dizer que somos primitivos porque estamos a fazer má cara à homossexualidade?”, referiu Edgar Lungu.

“Os animais não o fazem, porque é que deveríamos ser forçados a fazê-lo? Porque queremos ser vistos como inteligentes, civilizados e modernos…”, rematou.

O líder zambiano fez inclusivamente avisos sobre uma possível rutura nas relações dos dois países, caso o presidente norte-americano Donald Trump não tomasse ação. Insistindo ainda que nada o faria mudar de ideias sobre a homossexualidade.

Edgar Lungu, é um forte opositor dos direitos dos homossexuais, apesar da pressão exercida pelos países que assistem esta nação da África Austral. (MSN)

Por: Sara Gouveia

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