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Eleições: João Lourenço quer Caminho-de-Ferro de Benguela a funcionar “com eficiência, como no tempo colonial”

Foi um João Lourenço confiante que se apresentou este sábado no Cuíto, Bié. Num discurso que durou cerca de uma hora, o também Presidente da República falou sobretudo das diferenças entre 2017 e 2022 nesta província para destacar as realizações do seu Executivo nestes cinco anos de governação, nomeadamente ao nível da mobilidade, com a recuperação de estradas e pontes. Ainda sobre mobilidade, João Lourenço lembrou que por ali passava o Caminho-de-Ferro de Benguela, prometendo uma solução idêntica à adoptada no tempo colonial - uma concessão a privados por um longo período - e que "funcionava com eficiência".

“O Executivo angolano está a trabalhar no sentido de melhorar a gestão e concluiu que a melhor forma de o realizar é fazer um concurso público para a concessão por um período longo, de décadas, como era no tempo colonial, já era assim no passado e o Caminho-de -Ferro funcionava com eficiência”, declarou João Lourenço.

“Eu viajei várias vezes no comboio com destino ao Lobito, a Benguela, e pude constatar que o comboio funcionava bem”, disse, acrescentando que a importância do Caminho-de-ferro é importante não apenas para o transporte de passageiros, mas para o transporte de mercadorias, para escoamento de produtos agrícolas.

O presidente do MPLA anunciou também a reabilitação da estrada Caiundo-Catuitui, a reabilitação da importante via que liga a histórica vila do Cuito Cuanavale ao Rivungo, passando por Mavinga. O candidato do MPLA recordou que a ponte sobre o rio Mbale Mbale está em obras e que acredita que em breve os trabalhos estarão concluídos, facilitando assim a circulação de pessoas e mercadorias.

Na sua intervenção, João Lourenço prometeu igualmente a construção de infra-estruturas para a Universidade de Menongue. O candidato do MPLA anunciou duas grandes realizações para Cuando Cubango: o fornecimento da energia a partir da barragem hidroléctrica do Gove, no Huambo, para ligar a província à rede nacional, e a implementação de 17 projectos de energia solar no mesmo número de localidades.

O líder do MPLA, que pediu uma “maioria esmagadora” nas eleições de 24 de Agosto, apelou à população para não se deixar “enganar” com “falsas promessas”. “Algum dia viram um bom aluno, antes do exame, dizer “eu vou reprovar porque o professor vai me roubar pontos””?, perguntou, dizendo, logo de seguida, que “só os maus alunos, que não se preparam, que sabem que vão reprovar, é que dizem que o professor lhes roubou nota”, numa clara farpa para os partidos da oposição.

“As eleições são um jogo “e ninguém tem o direito de levantar a bandeira da fraude, acusar sem provas instituições sérias, nacionais e estrangeiras”, afirmou, respondendo às muitas críticas quer da oposição quer da sociedade civil, que questiona a forma como está a ser conduzido o processo eleitoral.

O líder do MPLA voltou a destacar o papel do ex-Presidende José Eduardo dos Santos enquanto promotor da paz e da reconciliação nacional. “Os partidos concorrentes não podem chegar e dizer que votem em nós porque vamos trazer a paz e a reconciliação nacional.

Também não podem dizer que vão trazer as reformas democráticas, a defesa dos direitos humanos e a democracia, porque isto já foi alcançado nos Governos liderados pelo MPLA”. Estão autorizados a concorrer às eleições gerais de 24 de Agosto os partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO e da coligação CASA-CE.

Do total de 14,399 milhões de eleitores esperados nas urnas, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América. A votação no exterior terá lugar em países como a África do Sul(Pretória, Cidade do Cabo e Joanesburgo), a Namíbia (Windhoek, Oshakati e Rundu) e a República Democrática do Congo (Kinshasa, Lubumbashi e Matadi). Ainda no continente africano, poderão votar os angolanos residentes no Congo (Brazzaville, Dolisie e Ponta Negra) e na Zâmbia (Lusaka, Mongu, Solwezi). (Novo Jornal)

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