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Eleições: João Lourenço foi ao Uíge lembrar que a UNITA nunca votou favoravelmente um OGE e dizer que vai ganhar “porque o povo angolano não é ingrato”

O candidato do MPLA às eleições gerais de 24 de Agosto foi à cidade do Uíge lembrar que o principal adversário, a UNITA, desde as primeiras eleições multipartidárias em Angola, em 1992, nunca votou favoravelmente um Orçamento Geral do Estado (OGE), questionando: como querem "eles" ajudar o povo sem um Orçamento aprovado?. Disse estar convicto da vitória porque "o povo não é ingrato" e prometeu voos directos do Uìge para Cabinda e para KInshasa (RDC).

João Lourenço dedicou a parte de leão do seu discurso a lembrar o que foi feito nesta província, como, de resto, parece ser a aposta em todas as capitais províncias, como o Novo Jornal antecipava aqui (https://novojornal.co.ao/politica/interior/eleicoes-e-ao-fim-de-10-dias-de-campanha-oque-e-espuma-e-o-que-e-politica-sem-incidentes-no-terreno-de-maior-e-na-comunicacao-social-que-a-porca-torce-o-rabo109268.html), e o que promete fazer nos próximos cinco anos, sabendo que vai ganhar porque “o povo angolano não é ingrato e não se deixa enganar por meia dúzia de pessoas”.

E foi já na parte final da intervenção que apontou as baterias ao seu principal adversário, Adalberto Costa Júnior, questionando como é que se pode querer ajudar o povo e resolver os problemas das populações sem um OGE, que é como quem diz, a UNITA “nunca votou favoravelmente um Orçamento” nos 30 anos de multipartidarismo em Angola.

“Ter um OGE é condição fundamental para, por exemplo, aprovar os investimentos integrados no Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM)”, lembrou João Lourenço, que aproveitou para enfatizar que “quando se diz que Jlo está a falar, está a fazer” é o mesmo que dizer “o MPLA está a falar, está a fazer”.

Vamos sair vitoriosos destas eleições porque o povo angolano não é ingrato e não se deixa enganar por meia dúzia de pessoas, é um povo maduro, que amadureceu com as vicissitudes da longa guerra que o País viveu, e faz, por isso, as suas análises com base nos factos e os factos são que os sucessivos executivos do MPLA fizeram, estão a fazer e continuarão a fazer”, atirou.

Sublinhou que foi com os Orçamentos aprovados pelo MPLA no Parlamento, sem o contributo da UNITA, que foi possível “fazer muito e em todas as províncias”, dando como exemplo as “1700 intervenções” no âmbito do PIIM que estão a ocorrer em todas as províncias, destacando as “obras sociais de proximidade” como hospitais e escolas.

No vasto leque de promessas que deixou no Uíge, desde as novas obras ou novas estradas, como a ligação Uíge-Negage ou Sanza Pombo-Buengas, o número um da lista do MPLA prometeu já para 2023 a criação de uma ligação aérea Uíge-Cabinda e Uíge-Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC), justificando a medida com as fortes ligações do povo desta província ao vizinho Congo e a Cabinda, o que é possível pelo investimento feito no reforço das capacidade da TAAG com novas aeronaves.

Novas instalações de raiz para a Universidade do Uíge foi outra das promessas, acrescentando que “a juventude da província pode dar-se já por feliz porque vai ter uma nova universidade.

Faremos a nossa parte e vocês farão a vossa, que é queimar as pestanas”. “Vamos dar ao povo do Uíge um estádio de futebol que merece”,foi igualmente prometido. Sublinhando que “não é favor nenhum mas sim uma obrigação do Executivo, depois de uma forte aposta na contratação de pessoal para o sector da Saúde, João Lourenço garante para o que resta de 2022 “mais 270 profissionais de saúde” nas unidades sanitárias da província.

Água, energia, habitação, combate às ravinas, foram ainda temas deste discurso do candidato do MPLA no Uíge, para os quais prometeu solução no segundo mandato. Mas esta intervenção na capital do Uíge começou por falar do café, da produção de café que estava em níveis muito baixos mas porque é uma produção “muito importante para as famílias e para o País”, está agora a crescer, lembrando que  Angola pode voltar a exportar este produto agrícola porque o País já foi “um grande produtor a nível mundial… é possível sonhar em regressar a esse tempo, em que o café era uma das principais fontes de riqueza de Angola”.

Sublinhou a capacidade produtiva agrícola do Uíge, encorajou o povo desta província em continuar a apostar na agricultura e na agro-pecuária, porque “existe a possibilidade de um dia o País ser auto-suficiente na produção de alimentos e voltar a poder exportar”.

“Vamos produzir comida para nós e comida para exportar e conseguir as divisas essenciais para industrializar o País e a agricultura pode ajudar nesse esforço”, apontou João Lourenço. Neste discurso de campanha, relativamente curto, porque, como justificou o candidato do MPLA, estava “muito sol”, apesar da imensa moldura humana que o escutava, João Lourenço optou por não se alargar nas críticas aos adversários, tendo apenas questionado o porquê de a UNITA nunca ter votado um OGE em 30 anos de eleições multipartidárias, até porque sabe que a sua vitória está garantida “porque o povo angolano não é ingrato” e confia que na hora do voto se vai lembrar de todas as realizações da sua governação. (Novo Jornal)

 

 

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