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Eleições 2022: Pré-campanha sem incidentes anima a sociedade

Lobito – Bandeiras dos partidos políticos hasteadas num mesmo lugar e a tranquilidade reinante no país criam um ambiente de segurança propício para a realização das eleições gerais, marcadas para 24 de Agosto de 2022, consideram cidadãos.

Durante a pré-campanha eleitoral em curso, além das bandeiras, sobretudo as do MPLA e da UNITA, os partidos têm se desdobrado em actos de massas e a movimentar-se, quase nos mesmos lugares, numa estratégia de ir ao encontro dos eleitores, sem se registar, até ao momento, sinais de intolerância política.

Os lugares escolhidos têm sido preferencialmente zonas mais movimentadas e de fácil visibilidade, como rotundas, jardins, ruas principais e avenidas, fixando-as em pontos altos como postes de iluminação pública, prédios, etc.

Académicos e funcionários públicos, interpelados pela ANGOP, esta terça-feira, convergiram no facto de haver maior maturidade política por parte dos membros, amigos e simpatizantes dos partidos, em relação às eleições passadas.

Edgar Manuel, professor de relações internacionais, é de opinião que o facto das bandeiras estarem no mesmo lugar é positivo, porque transmite a mensagem de que em época de paz é possível fazer-se campanha com harmonia e tranquilidade.

“É bom que os partidos políticos compitam de forma justa, para transmitir equilíbrio e justiça”, realçou.

O académico mostrou-se preocupado por ver apenas bandeiras das duas forças políticas mais representativas do país (MPLA e UNITA), numa altura em que os partidos e coligações devem publicitar os seus programas para convencer a classe votante.

Aníbal Falão, professor de informática, assegurou que, actualmente, “já se nota alguma mudança de mentalidade” e espera que haja uma disputa política mais amigável e sem insultos ou sabotagens.

Paulino Domingos, outro  funcionário público, disse que é sinal que há paz e que os partidos estão a saber gerir muito bem a organização dessas eleições e conviver na diferença.

“Já não se nota  discordância, em que numa rua só podia existir a  bandeira  do partido A ou B, arrancando-se a do opositor. Esse comportamento dá-nos a entender que já há um pouco de entendimento entre eles”, argumentou.

Por outro lado, Sofia kaumba,   vendedora  ambulante, mostrou-se surpreendida, mas aplaude o momento, manifestando o desejo desta situação continuar até ao fim das eleições, porque “assim o povo e o país ganham”.

O anúncio oficial das eleições gerais para 24 de Agosto foi feito pelo Presidente angolano, João Lourenço, no dia 03 do corrente mês, após ter reunido com o Conselho da República, em Luanda, para consulta.

Nestas eleições poderão concorrer 13 partidos: o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), o Bloco Democrático (BD), o Partido de Renovação Social (PRS), a Aliança Patriótica Nacional (APN) e o Partido Democrático para o Progresso de Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), são alguns dos candidatos.

Estão ainda na lista, o Partido de Apoio para a Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), o Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), o Partido Pacífico Angolano (PPA), o Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA), que integram a coligação CASA-CE e os recém-chegados Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-JANGO) e Partido Humanista de Angola (PHA).

As primeiras eleições gerais multipartidárias em Angola foram realizadas em 1992, mas o ciclo não teve uma sequência normal porque o país regressou à guerra civil, que terminou em 2002. A partir daí, o pleito eleitoral foi sendo realizado normalmente, sendo o último em 2017.   (ANGOP)

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