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Durão Barroso destaca abertura económica e financeira: “Instituições mundiais devem olhar mais para as reformas” (Vídeo TPA)

O antigo presidente da Comissão Europeia Durão Barroso afirmou ontem, em Luanda, que vai encetar contactos e sensibilizar investidores a olharem para Angola, num momento em que as mudanças empreendidas no país estão a ser “bem recebidas pelo mundo”.

Em declarações à imprensa, após uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, Durão Barroso afirmou que, face às reformas em curso, Angola precisa maior abertura de todo o universo económico e financeiro mundial.

O diplomata, que está em Luanda a participar no Colóquio Internacional sobre a História do MPLA, sublinhou que um apoio nessa escala seria “muito importante pela dimensão dos desafios” e por entender que as reformas em curso em Angola merecem o suporte das instituições internacionais.

“Tenho acompanhado bem a situação angolana e conheço muitos investidores institucionais e internacionais, fundos soberanos, de pensões e bancos de investimento”, disse Durão Barroso, para deixar claro que tem muitos contactos no mundo económico e que vai sensibilizar potenciais investidores mundiais para Angola.

“Tudo o que podemos fazer é empurrar no sentido favorável a situação, o que será, sem dúvida, útil para Angola e para o mundo”, disse Durão Barroso, que continua a acreditar no futuro de Angola, mesmo diante das dificuldades actuais, muitas das quais derivadas da queda do preço do petróleo.

“Há uma consciência perfeita de que é essencial diversificar a economia, mas também consciência de que estas coisas demoram algum tempo a concretizar-se”, explicou, sublinhando que o mundo, em geral, está receptivo às reformas em Angola, mas que “estas coisas demoram a concretizar”.

Reformas em curso “É verdade que as reforma em Angola estão a ser bem recebidas no mundo em geral, mas, a par disso, é preciso haver um maior investimento e apoio em concreto dos investidores e empresários”, disse Durão Barroso, que manifestou admiração pelas mudanças que se estão a operar.

Durão Barroso lembrou que os desafios de Angola passam, fundamentalmente, por aspectos económicos, numa altura em que há necessidade de promover a diversificação económica. Por isso, investimento maciço, interno e externo.

“Uma parte desse investimento deve ser interno, mas sem descurar o investimento externo. Quando os orçamentos estão mais apertados é necessário a intervenção do investimento privado, pois sem investimento não há crescimento nem emprego” , afirmou Durão Barroso, que foi Primeiro-Ministro de Portugal entre 2002 e 2004.


VIDEO – ENTREVISTA COM JOSÉ MANUEL DURÃO BARROSO – TPA ON LINE YOU TUBE

Na sua visão, só o investimento público não chega e é necessária a intervenção de privados. Outro factor tem a ver com o crescimento demográfico de Angola. O político português lembra que o país é maioritariamente jovem e que é preciso encontrar emprego para toda a juventude que procura o mercado de trabalho a cada ano.

Pedro Pires na Cidade Alta Ainda ontem, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, o Presidente João Lourenço recebeu, em audiência, o antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, e o Vice-Presidente da Namíbia, Nangolo Mbumba, que à semelhança de Durão Barroso se encontram em Luanda a participar do colóquio sobre a História do MPLA.

Pedro Pires disse ter aproveitado a ocasião para abordar questões de interesse comum, com destaque para as reformas empreendidas em Angola.

Já o Vice-Presidente namibiano, Nangolo Mbumba, falou com o Presidente João Lourenço sobre aspectos de vantagens mútuas entre Angola e a Namíbia, principalmente nos domínios das águas e do comércio. (Jornal de Angola)

Por: João Dias

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