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Donald Trump abandona cimeira da NATO por causa de vídeo polémico

Imagens mostram Trudeau, Macron e Boris Johnson a comentar o comportamento do presidente dos EUA.

Donald Trump abandonou a cimeira da NATO na sequência de um vídeo polémico que marcou o início da cimeira, onde se vê Justin Trudeau, Emmanuel Macron e Boris Johnson, chefes de Estado de Canadá, França e Reino Unido, a comentarem o comportamento do presidente dos Estados Unidos.

ian bremmer

@ianbremmer

This happens at every NATO summit with Trump. Every G7. Every G20. The US President is mocked by US allies behind his back.

Vídeo incorporado

“Tivemos uma reunião, falei com ele sobre tudo. Tivemos uma reunião não programada. Falámos da Síria e dos curdos. A fronteira e a zona de segurança estão efetivamente a resultar bem e dou muito crédito à Turquia por isso”, disse Trump em breve declaração aos media. Em outubro, os Estados Unidos decidiram retirar as suas tropas da Síria estacionadas na zona fronteiriça com a Turquia, uma decisão que permitiu o início da mais recente intervenção militar turca contra os curdos no norte sírio.

Trump assegurou ainda que a cimeira “correu bem” e que “muita gente está a fornecer muito dinheiro” à organização após a sua exigência aos líderes dos restantes 28 Estados-membros para aumentarem as suas contribuições destinadas a reforçar o orçamento da Aliança.

Trump e Erdogan também abordaram a importância dos compromissos da Aliança Atlântica, o aumento do comércio bilateral em 100 mil milhões de dólares (90 mil milhões de euros), os desafios em termos de segurança regional e a segurança energética, segundo fontes da Casa Branca.

O presidente norte-americano indicou ainda que a sua intenção consiste em regressar imediatamente aos Estados Unidos logo após as reuniões bilaterais, e que implicaria a anulação da sua conferência de imprensa final. “Mas se exigem que se faça uma conferência de imprensa, então faremos uma”, acrescentou.

A reunião dos líderes aliados decorreu em plena polémica, após Erdogan ter ameaçado não aprovar a expansão dos planos militares da organização para os países bálticos caso a NATO não definisse as milícias curdas da Síria de “organização terrorista”.

A decisão de Erdogan de desencadear em outubro a ofensiva contra as Unidades de Proteção Popular (YPG), que controlavam vastas regiões do norte da Síria, motivou críticas de diversos aliados, em particular do Presidente francês Emmanuel Macron. No decurso da cimeira, Trump voltou a exigir que todos os líderes cumpram com uma contribuição de 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para a NATO até 2024.

Para além de Erdogan, o inquilino da Casa Branca tinha previstas outras reuniões bilaterais, incluindo com a chanceler alemã Angela Merkel, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederriksen, e o chefe do Governo italiano, Giuseppe Conte.

Na terça-feira, Trump protagonizou um visível confronto com Macron ao considerar “desagradável” e “uma falta de respeito” as suas declarações numa entrevista ao The Economist em novembro, e em que o inquilino do Eliseu definiu a NATO em “morte cerebral” na sua vertente estratégica. (Sábado)

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