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Discurso à nação de João Lourenço abre ano parlamentar em Angola

O Presidente angolano, João Lourenço, vai falar ao país, esta sexta-feira, 15 de Outubro, na abertura do ano parlamentar 2021-2022, na Assembleia Nacional. O que esperam os angolanos do discurso? A RFI foi à procura de respostas em Luanda.

Nos últimos dias, a actualidade angolana tem sido marcada pela crise económica, pelo aumento do número de casos de Covid-19 e pelas tensões políticas com o principal partido da oposição, a UNITA.

Os angolanos mostram-se apreensivos em relação ao discurso sobre o estado da nação, que o Presidente da República vai dirigir, no próximo dia 15 de Outubro ao país, na abertura da 5ª Sessão Legislativa da IV Legislatura do ano parlamentar 2021/2022. Os entrevistados esperam por uma mensagem sobre o diagnóstico de um país real.

José Adalberto, correspondente de uma rádio internacional em Angola, diz que a mensagem que João Lourenço vai proferir ao país está a ser aguardada com muita expectativa, olhando para a agenda política eleitoral que se avizinha.

O jornalista advoga a necessidade de o Presidente apontar caminhos para a situação do combate à seca e à fome no sul de Angola, bem como reduzir o preço da cesta básica e também falar sobre aquilo que serão as eleições gerais previstas para 2022.

É um discurso aguardado com muita expectativa, olhando para a nossa agenda política, já que há eleições gerais aprazadas para o próximo ano. Há questões que têm a ver com a cesta básica, como a outras questões estruturantes”, revelou o também politólogo.

O activista cívico Mário Faustino espera por um discurso mais aberto que possa revitalizar a esperança da juventude angolana que se tem queixado de vários problemas sociais.

Na óptica do nosso interlocutor, o Presidente da República deve focar-se mais nas suas acções, atendendo à questão do aumento da delinquência juvenil e da taxa de desemprego que mexe com a mocidade.

Espero um discurso mais aberto que cabe aos angolanos todos. Os angolanos esperam este discurso do Presidente da República com uma grande expectativa, que ele venha a dizer coisas inovadoras”, enfatizou Mário Faustino.

Admar Jinguma, secretário-geral do Sindicato dos Professores Angolanos (SINPROF), espera que o Presidente faça uma radiografia real sobre a situação do sector da educação e apresente propostas concretas que ajudem a mudar o quadro.

O que esperamos é que o Presidente tenha coragem de fazer uma radiografia real de como estamos no sector da educação. Queremos que o Presidente da República apresente propostas concretas que nos permitam sair deste marasmo em que nos encontramos”, apelou o secretário-geral do Sindicato dos Professores Angolanos (SINPROF).

De salientar que nos termos do regimento da Assembleia Nacional (AN), a legislatura compreende cinco Sessões legislativas, ou anos parlamentares, com o início de cada ciclo a 15 de Outubro e o final a 15 de Agosto do ano seguinte.

Recorde-se que, no ano passado, o discurso de João Lourenço foi marcado pelo adiamento das eleições autárquicas e pelo programa de recuperação de activos que o Estado tem realizado no âmbito da luta anticorrupção. (RFI)

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