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Deputado preocupado com a fome que assola a província de Benguela

As comunidades de Capilongo, 4 de Abril, 11 de Novembro, 17 de Setembro, no município de Benguela, e algumas regiões no Caimbambo há muito que vêm manifestando sinais de carência de alimentos.

O deputado à Assembleia Nacional Alberto Ngalanelã manifesta- se preocupado com a fome que assola algumas famílias em Benguela, tendo apontado como causa o não investimento em sectores primários da economia por parte do governo.

Em entrevista a OPAÍS, o político atribui a responsabilidade da pobreza e da fome que assolam um número considerável de famílias ao Governo provincial. Segundo o deputado, os focos de fome nesta circunscrição, mesmo antes da Covid-19, já eram conhecidos pelas autoridades e que estas terão faltado às suas responsabilidades, no que respeita à definição de políticas para os resolver.

O Governo de Benguela tem sido agraciado com bens de primeira necessidade para a consequente distribuição, em forma de cesta básica, a famílias carenciadas, mas Alberto Ngalanelã manifesta-se céptico com o modelo de recolha de bens, apesar de não estar contra tais iniciativas.

AO deputado sugere que os benfeitores fossem entregar directamente aos cidadãos, por recear falta de transparência na gestão de bens alimentares. “Por isso, muitas pessoas preferem entregar diretamente aos cidadãos, por falta de transparência na gestão de muitos donativos nas várias calamidades que não cumpriram os objectivos”, refere.

Ngalanelã espera que alguns governantes tenham mudado de prática, uma vez que, num passado recente, “se registou falta de transparência em relação aos bens destinados aos sinistrados do fatídico Março de 2015”, nas cidades do Lobito e de Benguela. Para Alberto Ngalanelã, as comunidades de Capilongo, 4 de Abril, 11 de Novembro, 17 de Setembro, no município de Benguela, e algumas regiões no Caimbambo há muito que vêm manifestando sinais de carência de alimento, facto que obrigou a que muitas das quais tivessem as suas ementas diárias preenchidas com frutos silvestres. “No sector informal, quer os roboteiros, quer as zungueiras levantam-se muito cedo para conseguir o almoço.

Ninguém tem reserva alimentar para uma semana”, diz o entrevistado. Na perspectiva da nossa fonte, o estado de confinamento, além de ter agravado o quadro social deste segmento, destapou toda uma linha de pobreza, por não haver nesta altura, pequenos biscates. “A fome é uma situação do país, mas aqui, em Benguela, é evidente, pois as pessoas vão se alimentando de frutos que não são comestíveis”, deplorou. (O País)

Por: Constantino Eduardo | Benguela

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