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Crise política em Angola? Oposição tem leituras diferentes

Declarações de José Eduardo dos Santos e João Lourenço provocam reacções

Um dia após o antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos ter dito que não deixou os cofres do Estado vazio, em resposta a uma afirmação do actual Chefe de Estado, João Lourenço, as reacções sucedem-se no país, tanto nas ruas, como nas redes sociais e nos círculos políticos.

Alguns falam em iminente crise política e económica, outros não vão tão longe.

Os partidos da oposição também têm leituras diferentes.

O porta-voz da CASA-CE, Lindo Bernardo Tito, diz que o país não tem dinheiro e que os líderes devem procurar soluções aos problemas das populações em vez de criar pânico.

“É importante que se encontre solução aos problemas das populações, mas não se pode lançar pânico de uma crise que não vai acontecer”, sustentou Tito.

Leitura diferente tem o antigo deputado da UNITA Kamalata Numa, para quem com estas desavenças Angola está próxima de uma crise poliíica.

“Se o Presidente João Lourenço não encontrar uma solução vai haver sim uma crise política, porque ele é parte desta aparelho corrupto do MPLA”, defende Numa que acredita que Chefe de Estado não tem coragem para fazer a batalha contra a corrupção.

Na quarta-feira, 21, depois da declarações de José Eduardo dos Santos, a filha e empresária Isabel dos Santos avisou no Twitter que “a situação está a tornar-se cada vez mais tensa, com a possibilidade de se juntar à crise económica existente, uma crise política profunda”.

“Greve nacional dos médicos com 90% de adesão, quebra do poder de compra em 170%, fome nas famílias apesar do petróleo em alta”, são alguns dos sintomas apontados pela filha do antigo Presidente para uma eventual crise profunda.

Noutro post, mas em inglês, Isabel dos Santos escreveu que “há muitas greves planeadas por professores e outros servidores públicos.

No mesmo dia, a empresária usou o Twitter também para alertar para o “perigo (da) independência do país” (VOA)

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