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Costa do Marfim: Ouattara, Bédié, Gbagbo, Soro… um diálogo com quem e para quê?

O primeiro-ministro da Costa do Marfim, Patrick Achi, anunciou a retomada do diálogo político em Dezembro. Se a iniciativa for unânime, as modalidades e os assuntos a serem tratados podem constituir um bloqueio.

A cena que aconteceu no dia 27 de Julho anunciava o que faria, quatro meses depois, Patrick Achi? Naquele dia, Alassane Ouattara e Laurent Ghabo encontraram-se pela primeira vez em dez anos, abraçando-se e prometendo trabalhar pelo diálogo e pela coesão nacional. No início de Novembro, perante a imprensa, o Primeiro-Ministro comunicou que o processo lhe fora confiado e que se reuniria, a partir de Dezembro, com as diversas partes.

Uma decisão acolhida por unanimidade por todos os actores políticos, que já se preparam para participar nesta reunião. Henri Konan Bédié nomeou Noel Akossi-Bendjo como conselheiro especial encarregado da reconciliação. Ele deverá fornecer ao ex-presidente os elementos que permitirão ao Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI) participar ativamente das discussões.

Recentemente divorciado de Laurent Gbagbo, o líder da Frente Popular da Costa do Marfim (FPI), Pascal Affi N´Guessan, por sua por sua vez prometeu que seu partido seria uma força de proposta – um compromisso formulado após um encontro com Alassane Ouattara, a 28 de Outubro, último.

O Partido dos Povos Africanos-Costa do Marfim (PPA-CI), criado por Gbagbo, mostra igual satisfação. “Sempre fomos partidários do diálogo e da democracia e só podemos nos alegrar que o presidente tenha decidido retirá-los”, disse Damana Pickass, secretário-geral do novo partido.

Devemos aliviar as tensões e derrubar as paredes para restaurar a confiança. O próprio facto de abrir um diálogo é algo positivo para se creditar ao governo. Agora temos que transformar o teste e nos certificar de que leve a resultados perceptíveis. ”

OUATTARA, GBAGBO, BÉDIÉ E AFFI DIALOGAM, TROCAM IDÉIAS. PORQUÊ  PERDER TEMPO?

Em breve, o chefe de Estado revelará o novo organigrama de seu partido, no qual Adama Bictogo, o actual director-executivo, não terá mais um papel central. Explicações.

Alassane Ouattara (ADO) comprometeu-se até ao final de Novembro concluir a reforma do seu partido. O comité de reestruturação do Rassemblement des houphouëtistes pour la democratie et la paix (RHDP), criado em Setembro, apresentou as suas primeiras vias de reflexão.

Presidido por Gilbert Kafana Koné , ministro responsável pelas relações com as instituições, esta comissão apresentou ao presidente da Costa do Marfim um novo organigrama. Segundo  informações por nós obtidas, propõe a extinção da gestão executiva, actualmente chefiada por Adama Bictogo, vice-presidente da Assembleia Nacional. (Jeune Afrique)

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