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Complexo Hospitalar Dom Alexandre do Nascimento realiza mais de 100 cirurgias

O Complexo Hospitalar de Doenças Cardipulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento realizou, nos últimos oito meses, 105 cirurgias, informou, este domingo, o director-geral da unidade hospitalar, Carlos Alberto Masseca.

O responsável, que falava à imprensa à margem da visita do Presidente da República, João Lourenço, ao referido hospital, indicou que, actualmente, encontram-se em funcionamento todos os serviços (cirurgia cardiovascular, pneumologia, medicina interna, cuidados intensivos, entre outros).

Carlos Masseca avançou que vão continuar a aumentar o número de internamento de pacientes na unidade hospitalar.

Actualmente encontram-se internados mais 120 pacientes.

O Hospital conta com mil 890 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnósticos e pessoal administrativo, na sua maioria admitidos nos concursos públicos de 2019, 2020 e final de 2021 realizados pelo Ministério da Saúde.

Para além da actividade assistencial, outra das preocupações do centro hospitalar é a formação, segundo o director-geral da instituição.

Pacientes surpresos com a visita do PR

Helena Chikola, paciente de 74 anos, proveniente da província do Huambo, manifestou-se satisfeita com a visita do Presidente da República, que considerou uma surpresa agradável.

“Nas condições em que me encontro, sinto-me muito bem por ter recebido a visita do mais alto mandatário da Nação. Afinal temos um pai que nos acompanha”, exprimiu.

Considerou excelentes as condições hospitalares e o empenho da equipa médica e enfermeiros, augurando que estruturas do género possam ser extensivas à outras regiões do país.

O mesmo sentimento foi expresso pela paciente Josefa Caveia, 38 anos, proveniente da província de Benguela. Está internada na área de neurologia.

“O Presidente procurou saber como eu estava e como estava a ser tratada. Sinto-me feliz por ter sido visitada pelo Presidente João Lourenço”, expressou.

Já Sebastião Miguel, paciente pós-operado, que veio transferido do Hospital Maria Pia, manifestou também satisfação por receber a visita do Presidente João Lourenço.

Sebastião Miguel tinha uma artéria inflamada que precisava ser corrigida para voltar ao seu estado normal. A correção foi feita através da cirurgia.

O médico cardiologista Geraldo Sousa informou, a propósito, que o paciente foi operado em uma dilatação da aorta (artéria mais importante do corpo humano).

Conforme Geraldo Sousa, a aorta, que sai do coração, estava muito dilatada por causa de hipertensão sem tratamento. “Estava muito dilatada e a comprometer a vida dele”, disse.

Segundo o médico, em Angola existem muitos doentes com patologias similares, em consequência de hipertensão arterial sem tratamento.

A unidade tem capacidade de internamento de 300 camas, mas pode atender muito mais pacientes com e sem tuberculose, no serviço de ambulatório, que  integra um departamento de acidentes e emergências, área de fisioterapia e um centro de diagnóstico não invasivo.

O Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonar Cardeal Dom Alexandre de Nascimento conta com quatro salas de operações e duas de procedimentos de broncoscopia, salas de tomografia axial computadorizada, conhecida por TAC, de ressonância magnética, rádio fluoroscopia, Raio-X, e um laboratório principal.

Tem ainda laboratórios de cateterismo e relaxamento volumétrico, salas especializadas para operação cardio-pulmonar, além de salas de angiografia e de medicina nuclear.

Um serviço de esterilização, uma farmácia e uma morgue fazem parte, igualmente, do complexo hospitalar, que neste momento tem 538 profissionais de saúde, sendo 25 médicos, 18 dos quais angolanos e sete cubanos, 215 enfermeiros e 298 funcionários de apoio.

O complexo conta com um conjunto de componentes tecnológicas, com particular destaque para os serviços de ressonância e anatomia patológica, ambulatório com todas as valências de uma unidade docente, um bloco operatório com quatro salas e cuidados intensivos.

Reserva 36 leitos em pediatria, 60 na enfermaria de tuberculose multirresistente e igual quantidade para a área de “HIV/TB”, bem como outros 20 na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) de infectados e 18 em cirurgia.

Conta, ainda, com serviços de broncoscopia, de cirurgia torácica, geral e cardíaca, hematologia, tomografia auxiliar computarizada, ultra-sonografia, entre outras tecnologias que ajudam na formação de especialistas em pneumologia, com destaque para os tisiologistas (responsável pelo estudo das causas, prevenção e tratamento da tuberculose). (ANGOP)

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