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Cimeira de Chefes de Estado decorre amanhã: George Chikoti é eleito secretário-geral da ACP
O antigo ministro angolano das Relações Exteriores e actual embaixador na Bélgica, Georges Chikoti, foi ontem eleito, em Nairobi, capital do Quénia, secretário-geral do Grupo de Estados de África, Caraíbas e Pacífico (ACP).
O diplomata angolano terá como missão, para os próximos cinco anos, prestar assistência ao Conselho Europeu e ao Conselho da União Europeia, além de contribuir para organizar e assegurar a coerência dos trabalhos do Conselho e a execução do programa de 18 meses. O Grupo ACP ocupa-se da cooperação europeia com os Estados
ACP, instituída pelo Acordo de Cotonou, de 2000, considerado o mais completo existente entre a União Europeia e os países em desenvolvimento. O entendimento proporciona um quadro de cooperação em matéria de desenvolvimento e comércio, bem como de política. O principal objectivo é erradicar a pobreza nos países ACP. (JA)
O antigo ministro angolano das Relações Exteriores e actual embaixador na Bélgica, Georges Chikoti, foi ontem eleito, em Nairobi, capital do Quénia, secretário-geral do Grupo de Estados da África, Caraíbas e Pacífico.
A eleição ocorreu durante a sessão do Conselho de Ministros do Grupo África, Caraíbas e Pacífico, que decorre até hoje, na capital queniana. O diplomata angolano terá como missão, para os próximos cinco anos, prestar assistência ao Conselho Europeu e ao Conselho da União Europeia, além de contribuir para organizar e assegurar a coerência dos trabalhos do Conselho e a execução do programa de 18 meses.
Chikoti pretende, à frente do Grupo de Estados da África, Caraíbas e Pacífico, transformar a organização numa instituição forte e capaz de trabalhar em solidariedade, para melhorar as condições de vida dos povos das 79 nações membros.
O Grupo ACP ocupa-se da cooperação europeia com os Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP) instituída pelo Acordo de Cotonou, de 2000, considerado o mais completo existente entre a União Europeia (UE) e os países em desenvolvimento. O entendimento proporciona um quadro de cooperação em matéria de desenvolvimento e comércio, bem como de política. O principal objectivo consiste em erradicar a pobreza nos países ACP. Georges Chikoti derrotou os candidatos do Malawi, Brave Rona Ndisale, e do Zimbabwe, Chifamba Tadeus Tafirenyika. A eleição do candidato angolano ocorreu durante a Sessão do Conselho de Ministros do ACP, aberta ontem pelo vice-presidente queniano, Willian Rotu. Chikoti é o primeiro angolano a ocupar um cargo de destaque na ACP e substitui Patrick Gomes que recebeu inúmeras felicitações dos delegados.
O Grupo ACP ocupa-se da cooperação europeia com os Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP) instituída pelo Acordo de Cotonou, de 2000, considerado o mais completo existente entre a União Europeia (UE) e os países em desenvolvimento. O entendimento proporciona um quadro de cooperação em matéria de desenvolvimento e comércio, bem como de política. O principal objectivo consiste em erradicar a pobreza nos países ACP.
Candidato da África Austral Depois de agradecer os homólogos pela votação no candidato angolano, o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, realçou as qualidades pessoais, competência e longa experiência de Georges Chikoti, na arena internacional. “Parece-nos ser a escolha certa, no momento certo, e uma garantia de que teremos um secretariado dinâmico e actuante, compatível com as dinâmicas de um mundo marcado por rápidas transformações”, disse Manuel Augusto, sublinhando que, além de candidato de Angola, Georges Chikoti representa também a África Austral.
“Esta reunião constitui um ponto de viragem para a nossa organização, por ser dedicada
à sua transformação visando um engajamento mais acentuado para o multilateralismo”, acentuou o chefe da Diplomacia angolana.
Nas suas primeiras palavras, Georges Chikoti agradeceu o empenho pessoal do Presidente João Lourenço na mobilização de apoios para a vitória. O secretário-geral da ACP, que estará em pleno serviço a partir de Março próximo, prometeu trabalhar para dinamizar a instituição.
Redefinição da história Na abertura da sessão do Conselho de Ministros, o Vice-Presidente do Quénia, William Ruto, defendeu a necessidade de se redefinir a história do continente africano, de modo a impulsionálo para o desenvolvimento almejado.
William Ruto sublinhou que as histórias antigas de África, sobretudo as de guerra, conflitos, pobreza e fome, precisam ser redefinidas para a construção de novos capítulos. “África não pode ser descrita apenas com base na pobreza, guerra e fome”, disse William Ruto, que defendeu, igualmente, a necessidade de os Estados-membros da ACP estabelecerem prioridades e estratégias para combater o terrorismo.
“O terrorismo é uma ameaça para a paz mundial e uma ameaça transnacional que exige prioridade ao nível dos países da ACP, além das acções individuais de cada Estado”, declarou o Vice-Presidente queniano, sublinhando que o terrorismo é das grandes causas da instabilidade e põe em causa as regras basilares da cooperação internacional.
“Este mal continua a ser um grande desafio para a estabilidade e para o poder do Estado no que concerne à capacidade de usar métodos para se desviar dos sistemas de defesa tradicionais”, disse, para acrescentar: ”precisamos de uma abordagem global para gerir as manifestações de terrorismo bem como os contextos políticos e económicos em que ocorrem”.
Alterações climáticas O Vice-Presidente queniano lançou um desafio a todos os representantes no sentido de unirem as vozes e esforços sobre o problema das alterações climáticas e, em conjunto, buscarem soluções sustentáveis de apoio à população mais vulnerável.
William Ruto disse que, de acordo com as projecções sobre alteração do clima, prevê-se uma perda de dois a 4 por cento do Produto Interno Bruto anual na região até 2040. O Vice-Presidente recordou ainda que, nos últimos 25 anos, o número de desastres e inundações aumentou elevando a taxa de mortes comparada às catástrofes naturais. “As pessoas estão a sentir os efeitos das alterações climáticas em todo o continente africano e as mudanças do clima afectam a saúde, o modo de vida, a produção de alimentos, a disponibilidade de água e a segurança global dos povos “, disse.
Bornito de Sousa representa o PR
O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, representa o Chefe de Estado na 9ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da África, Caraíbas e Pacífico (ACP), que decorre amanhã em Nairobi.
A reunião de líderes da ACP, fundada por via do Acordo de Georgetown (Guiana) em 1975, decorre este ano sob o lema “Por um Grupo ACP transformado e engajado a favor do multilateralismo”.
Durante a sua estada na capital queniana, o Vice-Presidente da República terá uma agenda de trabalho que inclui encontros de cortesia com as mais altas entidades representativas da República do Quénia. (Jornal de Angola)
Por: Edna Dala



