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Chefe de Estado garante novos meios para a PN

João Lourenço destacou o empenho da corporação no combate ao crime nos últimos meses e considerou o trabalho positivo, embora não esteja ainda dotada de todos os recursos e meios humanos e materiais.

O Presidente da República assegurou ontem, em Luanda, que os meios de que a Polícia Nacional necessita para exercer, de forma eficiente, as suas tarefas de segurança pública e combate ao crime, podem chegar a qualquer momento.

Numa breve intervenção, no Salão Nobre do Palácio Presidencial, na Cidade Alta, depois de conferir posse ao segundo comandante Geral da Polícia Nacional, comissário chefe António Maria Sita, o Chefe de Estado assinalou que o Executivo fará este esforço no sentido de dotar a polícia daquilo que de facto merece.

O Presidente da República destacou o empenho da corporação no combate ao crime nos últimos meses e considerou o trabalho positivo, embora não esteja ainda dotada de todos os recursos e meios humanos e materiais. “Mesmo assim, graças ao esforço dos seus oficiais e agentes, e se quisermos ser justos, o resultado tem sido francamente positivo”, realçou João Lourenço.

João Lourenço lembrou ainda que António Maria Sita é “um velho quadro desta importante instituição nacional”, “alguém que ao longo da vida desempenhou diferentes funções, com destaque para a de comandante da província de Luanda”.

O Presidente da República referiu que o segundo comandante Geral da Polícia Nacional tem o papel de coadjuvar o Comandante geral na tarefa da Polícia Nacional, principalmente na capital, onde se verifica todo o tipo de crime.

Relançar policiamento de proximidade

O segundo Comandante Geral da Polícia Nacional, António Maria Sita, disse que a corporação tem uma estratégia nacional para travar o crime em todo o país e assinalou que vai trabalhar para que a estratégia tenha os resultados esperados.

António Maria Sita, que anteriormente exercia o cargo de comandante provincial da Polícia Nacional em Luanda, onde ocorrem 30 por cento dos crimes do país, justificou que a cifra tem razão de ser dada a sua extensão geográfica, densidade populacional e alguns problemas sociais.

“Um dos aspectos muito importantes que vamos continuar a fazer é a interacção Polícia-Comunidade. Vamos ensaiar e consolidar o princípio do policiamento de proximidade”, assegurou António Maria Sita, que além de Luanda, já foi comandante em Cabinda, Benguela e Huíla.

“Sempre fizemos referência que o criminoso reside na comunidade e só a polícia está em condições de debelar alguns aspectos que têm haver com a comunidade. Mas, isso só terá lugar quando mudarmos o nosso comportamento em relação à comunidade e aos outros”, disse Sita, que se manifestou preocupado com os crimes de homicídio, “não pela quantidade, mas pela forma como se manifestam por via do uso de armas de fogo”.

António Maria Sita foi nomeado para o cargo de segundo Comandante Geral da Polícia Nacional a 25 de Fevereiro. (Jornal de Angola)

Por: João Dias

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