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CEDEAO: Umaro Sissoco Embaló quer uma força antigolpe

O actual presidente da CEDEAO acaba de anunciar a criação de uma força antigolpe, sem contudo revelar as modalidades concretas.

A recente mudança à frente da actual presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) parece augurar tanto uma mão de veludo quanto uma luva de ferro. Se a substituição, no início de Julho, do ganês Nana Akufo Addo pelo bissau-guineense Umaro Sissoco Embaló parecia rimar com o levantamento das sanções económicas contra o Mali e com um consenso sobre a duração da transição burquinabe, a visita do o presidente francês inspirou um tom mais marcial ao Chefe de Estado da Guiné-Bissau…

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Na quinta-feira, 28 de Julho, durante uma colectiva de imprensa conjunta com Emmanuel Macron, Embaló não mediu palavras no seu francês bastante fluente: “todos” devem “entender que estamos no século 21 e que é inadmissível e inaceitável realizar golpes de estado”. E para acrescentar que “só se pode pensar que para chegar ao topo do estado é um caminho rápido [um caminho rápido]” e que só “o povo tem o direito de sancionar os líderes, mas não com golpes militares.

Você disse “golpe”?

Para juntar um esboço de acto à palavra, Embaló anunciou a criação de “uma força antigolpe”. Na mira deste soldado – general de brigada: o infeliz hábito de outros soldados de tomar o poder, sejam eles coronéis malianos ou guineenses ou tenentes-coronéis burquinenses…

Você disse “golpe”? A Guiné-Bissau sabe do que fala. Desde a sua independência de Portugal em 1974, sofreu uma série de golpes militares, o último dos quais remonta a 2012. ‘Amílcar Cabral, Bernardo Vieira . Umaro Sissoco Embaló, em particular, sabe do que está falando: em Fevereiro passado, falou-se de uma tentativa fracassada de golpe que obrigou o chefe de Estado a permanecer trancado por várias horas em um palácio do governo, alimentado com armas pesadas. Foi a CEDEAO que o recluso então pediu ajuda, obtendo a criação de uma força de estabilização.

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Além disso, mesmo o presidente de um país de língua portuguesa, Umaro Sissoco Embaló, não está menos familiarizado com a situação na África Ocidental francófona. Ele nasceu de uma mãe de origem maliana e um pai burquinense.

Resta a pergunta que os políticos muitas vezes evitam: “Concretamente? “. Concretamente, a que nível de ingerência militar estará a força anti-golpe “em cima da mesa” pronta para ir? Ecomog, a força armada da CEDEAO, sofreu muitas críticas na década de 1990(Jeune Afrique)

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