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Boris Johnson admite que crise da Covid-19 no Reino Unido tem sido um “desastre, um pesadelo”

O primeiro-ministro britânico promete que vai analisar os erros cometidos pela administração durante a gestão inicial da pandemia para efeitos futuros e assegura que o país está preparado para as consequências económicas da Covid-19.

O primeiro-ministro britânico considerou que a crise de Covid-19 no Reino Unido tem sido um desastre e, que embora o governo olhe para os erros que cometeu, agora não é o momento certo para analisar as falhas.

“Tem sido um desastre”, admitiu Boris Johnson à Times Radio esta segunda-feira. “Não vamos adoçar as palavras, isto tem sido um pesadelo completo para o país. Passámos por um choque profundo”, sublinhou.

Boris Johnson, que foi diagnosticado com o vírus em março, considerou que o governo tem a responsabilidade de analisar as falhas e os erros aqueles que foram infetados e morreram pelo novo coronavírus.

“Eu entendo isso e nós iremos fazê-lo”, assegurou. “Porém, considero que agora o momento não seja ideal. Estamos numa fase em que estamos a fazer progressos e as pessoas estão focadas em lidar com a pandemia. Agora não é a melhor altura para reunir os esforços dos oficiais de saúde mas estamos a aprender com os erros e, obviamente, determinaremos as conclusões certas para o futuro”.

Johnson considera que agora é altura ideal para o país focar-se em renascer de um período difícil e acolher todas as oportunidades que surgirem. “Nestes momentos temos a a oportunidade de mudar e fazer as coisas melhor. Nós realmente queremos reconstruir melhor, fazer as coisas de maneira diferente, investir em infraestrutura, transporte, banda larga, tudo o que possam imaginar”.

Este domingo, o primeiro-ministro britânico anunciou que vai divulgar um “enorme plano” de relançamento da economia britânica, assente em grandes projetos públicos de construção de infraestruturas, para recuperar da crise provocada pela pandemia.

A pandemia de covid-19 “foi um enorme, enorme, choque para o país, mas vamos recuperar muito bem”, disse Johnson numa entrevista ao tabloide Mail on Sunday. “Se a Covid-19 fosse um relâmpago, o que estamos prestes a ver é uma trovoada de consequências económicas. Vamos estar preparados”, assegurou.

O Reino Unido “não voltará, em absoluto, à austeridade de há dez anos”, sob o governo do também conservador David Cameron, afirmou.

O confinamento imposto no Reino Unido no mês de abril devido à pandemia decovid-19 provocou uma queda de 20,4% do Produto Interno Bruto (PIB) britânico, um recorde histórico que se somou a uma queda do PIB de 5,8% em março.

A taxa de desemprego pode atingir níveis nunca vistos desde os anos 1980, ultrapassando os 3,3 milhões registados em 1984, escreve hoje o jornal “The Observer”, citando um documento da Câmara dos Comuns.

Os projetos em consideração incluem a construção de 40 novos hospitais, um plano de reabilitação das escolas e a construção de novas prisões para albergar 10.000 detidos, depois de o Ministério da Justiça ter anunciado, também hoje, a construção de quatro novas prisões para reduzir a criminalidade e apoiar as economias locais e o setor da construção, assegurando ao mesmo tempo a criação de milhares de empregos. (Jornal Económico)

Por: Jéssica Sousa

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