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Assembleia Geral volta a pedir fim do embargo dos EUA a Cuba: Brasil, EUA e Israel votam contra

Pela primeira vez, Brasil apoia sanções à ilha cubana em votação que começou em 1992; resolução rejeitando embargo foi aprovada com 187 votos a favor, três contra e duas abstenções, Ucrânia e Colômbia.

O Brasil foi um dos três países que votaram, esta quinta-feira, contra uma resolução da Assembleia Geral sobre a necessidade de acabar com o embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla, afirmou que o embargo viola propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. (Foto: ONU/Evan Schneider)

Esta é a primeira vez, que o país vota contra a resolução, que é discutida todos os anos desde 1992 pelo órgão das Nações Unidas. Dos 193 países-membros, Estados Unidos, Brasil e Israel votaram contra.

Resolução

No total, 187 países aprovaram a resolução e dois abstiveram-se, Ucrânia e Colômbia.

No texto, os países-membros dizem estar preocupados com a promulgação e aplicação de leis e regulamentos com efeitos na soberania de outros Estados e nos interesses das pessoas que vivem nesses locais.

Também pedem que os Estados atuem em conformidade com a lei internacional e a Carta das Nações Unidas, destacando a liberdade de comunicação e navegação.

(Foto: Opas/OMS)
Villa Clara, em Cuba

Debate

Durante o debate de dois dias, representantes de vários países lamentaram que o embargo tenha sido fortalecido desde o ano passado, depois de uma tentativa de normalização de relações em anos anteriores. Em 2016, pela primeira vez, os Estados Unidos abstiveram-se na votação.

A resolução também pede que o secretário-geral prepare um relatório sobre a implementação do texto, que deve ser apresentado durante a próxima sessão da Assembleia Geral.

O embargo dos Estados Unidos a Cuba já dura 57 anos. (ONU News)

 

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