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Antigo presidente regressa a Angola após dois anos em clima de expectativa

Observadores angolanos mostram-se expectantes com o regresso do antigo Presidente, José Eduardo dos Santos ao país, dois anos depois de ter se deslocado a Espanha, para exames médicos de rotina. Reportagem em Luanda de Francisco Paulo.

Observadores locais revelam-se expectantes com regresso de José Eduardo dos Santos a Angola.

O activista social João Mavindele desconfia que o regresso ao país de José dos Santos pode ser uma tentativa de conciliação com o actual Presidente da República, João Lourenço, e com o seu partido, o MPLA.

Segundo Mavindele, líder da ONG Omunga, o antigo Presidente da República continua a ser uma figura que se deve ter em conta no processo de reconciliação, não obstante as suas falhas governativas.

Independentemente do cidadão José Eduardo dos Santos ser ex-Presidente, temos que olhar na perspectiva de cidadão e ele goza dos mesmos direitos assim como qualquer um de nós. O seu regresso é bem-vindo, mas também pode significar alguma tentativa de conciliação no seio do partido, MPLA, porque estamos a falar de uma figura emblemática ao nível do seu partido e também do país.”

O politólogo Olívio Kilumbo entende que, apesar do nível de crispação que se verifica no seu partido, José Eduardo dos Santos ainda é um património dos angolanos, por ser o único ex-Presidente vivo.

O também professor universitário  considera  que a vinda do ainda presidente da Fundação Eduardo dos Santos visa  apaziguar as águas, porque, a seu ver, José Eduardo dos Santos ainda representa  um ponto de equilíbrio para solucionar alguns problemas no MPLA, que realizará o seu congresso no mês de Dezembro.

Kilumbo não duvida que o Ex-presidente ainda seja uma figura que pode influenciar pela positiva ou pela negativa, visto que permanece  uma voz autorizada para alguns militantes da sua organização partidária.

José Eduardo dos Santos é um património dos angolanos, por ser o único Presidente vivo. O MPLA tem um congresso em Dezembro e ele é um ponto de equilíbrio para arrumar ou desarrumar a situação. Ele é uma figura que esteve 38 anos na gestão do MPLA e do país, portanto, tem uma voz a dizer, porque pode conseguir um espaço de influência positiva tanto como pode acirrar”, alertou Olívio Kilumbo.

Desde que João Lourenço assumiu o poder, em setembro de 2017, os colaboradores e familiares de José Eduardo dos Santos foram alvo de processos judicias em Angola, sobretudo os seus filhos Isabel dos Santos e José Filomeno dos Santos. (RFI)

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