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Antigo presidente de São Tomé e Príncipe sugere saída económica com criação de zonas francas

Fradique de Menezes lamenta o facto de o país continuar com problemas que geram conflitos e apela ao entendimento entre o Presidente da República e o Primeiro-ministro.

O antigo Presidente de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, em conversa na semana passada com o actual Presidente da República, Carlos Vila Nova, apelou ao entendimento com o Governo e a aprovação da criação de zonas francas no país.

À saída de um encontro com o Chefe de Estado, Fradique de Menezes defendeu a necessidade de se encontrar uma saída económica para São Tome e Príncipe, através de um entendimento entre o Presidente da República e o Primeiro-ministro.

Na passada Quarta-feira, 10, lembra a Lusa, o chefe de Estado são-tomense garantiu que o código das actividades francas e offshore, que a maioria parlamentar pretende instituir no país, só existirá se ele o promulgar, avisando que a eventual publicação do diploma, como ameaça levar por diante a maioria parlamentar, não terá efeitos práticos.

Num comunicado à nação, Carlos Vila Nova argumentou que a falta de promulgação determina a inexistência jurídica do acto. Por isso, elucidou que o referido diploma não tem qualquer valor normativo na ordem jurídica daquele país.

No entanto, o ex-chefe de Estado lamentou o facto de o país continua sempre com problemas que geram conflitos. “[…] e quem acaba por pagar tudo isto é o país, porque não avança. Nada consegue avançar. Queremos fazer uma estrada, toda a gente vai contra a estrada. Queremos fazer, toda a gente vai contra. Mas depois toda a gente também grita quando não temos isto, não temos aquilo”, acrescentou.

Defendendo mais consenso, sugeriu soluções, como a da criação de zonas francas, “até porque, mesmo que São Tomé e Príncipe ainda produzisse 20 ou 30 mil toneladas de cacau, e ao preço actual – que é alto – não seria possível gerir-se este país com 200 mil pessoas”.

O parlamento são-tomense está a tentar há meses aprovar o código das actividades francas e offshore, que foi já vetado uma vez pelo Presidente, e foi depois objecto de uma segunda aprovação por maioria (de 29 em 55 deputados), com força, segundo o entendimento do parlamento, para seguir em frente.

Vila Nova lembra que nos últimos meses vários são os parceiros de desenvolvimento que têm manifestado preocupação relativamente ao que o país pretende com este diploma, alertando para as fragilidades que possam vir a existir se não forem devidamente expurgadas as debilidades que dele constam. (Forbes África Lusófona)

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