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Angola pagou seis milhões para estar na tomada de posse de Trump, diz Wall Street Journal

Os americanos que trataram de tudo têm estado envolvidos noutros negócios pouco claros ao longo dos anos.

Um proeminente angariador de fundos republicano, que teve um papel de destaque no financiamento da campanha presidencial de Donald Trump e mais tarde se tornou vice-diretor de finanças do Partido Republicano, está a ser investigado por suspeitas de ter recebido dinheiro de países como Angola e a Roménia para proporcionar a representantes deles acesso às cerimónias da tomada de posse de Trump, em janeiro de 2017.

Segundo a lei americana, é ilegal a inauguração de um presidente ser financiada com dinheiro estrangeiro. E quem agir como agente de países estrangeiros nos EUA tem de o declarar. Ao que parece, Elliot Broidy infringiu a lei nesses dois pontos. Na altura, o seu advogado era Michael Cohen, também advogado de Trump, que entretanto foi condenado por vários crimes e se encontra a cumprir uma pena de cadeia.

Os procuradores federais estão agora a examinar em que condições os representantes do governo angolano tiveram acesso a vários eventos (e a membros do Congresso) por altura da tomada de posse. Segundo o diário Wall Street Jourbal, Angola terá pago seis milhões de dólares à empresa de Broidy, Circinus, na sequência de um acordo que envolveu Lisa Korbatov, uma corretora de imóveis já antes associada a negócios como Omar Bongo, o ditador notoriamente corrupto do Gabão.

Não é a primeira que tanto Korbatov como Broidy estão associados a negócios pouco claros. Em 2009, segundo o New York Times, Broidy reconheceu-se culpado em tribunal de ter distribuído cerca de um milhão em subornos a políticos de Nova Iorque para que o sistema de pensões desse estado lhe atribuísse um contrato de no valor 250 milhões de dólares.

Korbatov, pela sua parte, tem-se feito notar ultimamente pelos seus esforços para parar a construção de uma extensão do metro em Los Angeles, próximo de uma zona onde vivem celebridades e outras pessoas ricas. Quando todos os seus argumentos (poluição, etc), falharam, ela terá recorrido à sua ligação com Trump para conseguir que o financiamento federal fosse cortado, o que inviabilizaria o projeto.

Em 2008, misteriosamente, Trump adquiriu por dinheiro nenhum (em papel, pelo menos) uma mansão em Beverly Hills que vendeu um ano depois por 9,5 milhões. Os proprietários anteriores (também no papel) eram os pais de Korbatov, que por sua vez a tinham comprado ao ditador do Gabão… (MSN)

Por: Luís M. Faria

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