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Angola: Jovens de NDalatando também saem às ruas contra o partido MPLA

Sob o lema "45 é muito, MPLA fora" jovens activistas do movimento Sociedade Civil Contestatária em Ndalatando, Kwanza Norte, saíram às ruas neste sábado (9.1), numa manifestação nacional contra partido no poder, o MPLA.

Depois do adiamento das eleições autárquicas previstas para 2020, os activistas afirmam que a “população angolana está cansada”. É o que também considerou à DW África em NDalatando Evaristo Ngola, um dos organizadores da manifestação que pede alternância do poder em Angola.

A marcha na capital da província do Cuanza Norte teve o seu ponto de partida num antigo edifício também conhecido como “parada da turma dos kotas”, e percorreu várias artérias e ruas da cidade de Ndalatando.

Durante o percurso da marcha de protesto contra os 45 anos de governação do partido MPLA, os manifestantes lançavam palavras de ordem como “MPLA fora, 45 anos é muito… João Lourenço, 2022 vais gostar” e “Cuanza Norte, a juventude acordou”.

Em declarações à DW África, o manifestante Pascoal Evaristo, apresentou as razões da sua presença no evento contra o Governo deste sábado, que também aconteceu em sete outras cidades capitais de províncias de Angola. 

“45 anos de má governação”

Angola Proteste gegen MPLA in Ndalatando

“Estou aqui para manifestar contra 45 anos de má governação. [Isso] é muito, MPLA fora”, disse. O manifestante acrescenou que  todos estão a sofrer no país e que, como jovem da sociedade civil contestaria do Cuanza Norte, não quer ser enganado constantemente.

Estêvão Zolo, outro participante da marcha que exigiu alternância de governação em Angola, disse à DW África que o “povo é que vai mudar Angola”.

“O povo deve lutar pelos seus direitos, porque não é a FNLA, a UNITA, o MPLA – ou outro partido qualquer – que tem capacidade de mudar Angola para melhor”. Zolo se disse convicto de que “a juventude no Cuanza Norte acordou”.

“Cuanza Norte acordou”

Angola Proteste gegen MPLA in Ndalatando

“O Cuanza Norte estava a dormir, mas agora acordou. Eles sabem que acordamos. E vão nos bajular, mas não vamos parar [porque] essa é a luta. Podem nos agredir, bater em jornalistas – o que é normal –  nós vamos continuar com o nosso trabalho, não vamos parar porque o nosso compromisso é com Angola”, desabafou Estêvão Zolo, membro da organização da manifestação.

Durante a marcha alguns indivíduos interferiram no trabalho do jornalista e repórter fotográfico da DW África que cobriam a manifestação. Foram feitas ameaças e houve danificação parcial da câmara.

O fato, relata o repórter da DW África no local, aconteceu sob olhar dos efectivos dos órgãos de defesa e segurança que estavam fardados e à paisana, a acompanhar o protesto dos jovens naquela região de Angola.

O percurso da marcha esteve sob vigia do chefe das operações do comando provincial do Kwanza Norte da Polícia Nacional.

Os organizadores dos protestos contra o Governo angolano na província angolana ao norte do rio Kwanza informam que a próxima manifestação está agendada para o próximo dia 04.02. (DW)

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