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Água jorra das torneiras em vários bairros de Luanda – população “desconfia” ser “apenas por conta das eleições” , EPAL diz que obra da fase III da Estação do Candelabro está concluída

Nalguns bairros antigos e novos da província de Luanda, o problema da falta de água parece estar ultrapassado porque há uma semana que a água jorra nas torneiras, com pressão, e sem a necessidade de recurso à moto-bomba. Alguns munícipes duvidam que a água tenha vindo para ficar e dizem desconfiar que o fornecimento só ocorre agora por conta das eleições gerais, marcadas para o dia 24 de Agosto. A EPAL assegura não ser verdade e diz que o fornecimento em Luanda está agora melhor por causa da entrada em funcionamento da fase III da Estação de Tratamento de Água do Candelabro.

“O período de ensaio dos equipamentos ficou concluído na semana passada, e melhorámos o abastecimento de água na zona industrial de Viana, Mulenvos de cima e de baixo e de vários outros bairros de Luanda que estão agora a beneficiar desta fase”, garantiu ao Novo Jornal o porta-voz da Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL),

Vladimir Bernardo. Entretanto, alguns cidadãos ouvidos pelo Novo Jornal disseram que não é novidade que o abastecimento de água em Luanda seja feito com perfeição neste período do ano eleitoral. “É sempre assim, sempre que há eleições o abastecimento de água melhora. Afinal há água para a população?

É mentira que tenha vindo para ficar. É apenas para ganharem votos e mais nada. Depois de passarem as eleições tudo voltará ao que era. Não haverá água nas torneiras”, disse o cidadão reformado Paulo Adão, munícipe do Cazenga.

Alberto Jaime e Marta Ngunza, moradores do Bairro Grafanil, contaram que estão surpresos pelo facto de no seu bairro a água estar a jorrar nas torneiras. No Kilamba Kiaxi e Cassequel, os moradores dizem haverruas alagadas por causa de várias rupturas durante o período em que o bairro ficou sem água.

“Até sentimos que estão a dar-nos água a mais, existem muitas torneiras estragadas que inundaram as ruas do Kilamba Kiaxi e do Cassequel”, contaram os munícipes daquela zona. No Bairro Tala-Hady, como certificou o Novo Jornal, a água corre com pressão, algo que não se via há anos naquela zona do Cazenga, onde muitos cidadãos, para conseguirem água, tinham de se socorrer do uso de moto-bombas nas tubagens.

Cenário idêntico verifica-se nos bairros da Terra Nova, Palanca, Viana e nas demais centralidades de Luanda. Vladimir Bernardo, porta-voz da EPAL, desdramatizou as suspeitas dos cidadãos e enfatizou que a melhoria do abastecimento de água na capital nada tem a ver com esta fase do processo eleitoral. “Não tem nada a ver com as eleições, é apenas coincidência.

Na verdade, concluímos apenas este projecto da fase III da Estação de Tratamento de Água do Candelabro e fizemos várias interligações na rede”, concluiu. Enquanto isso, o Bairro Vila Alice, no distrito urbano do Rangel, em Luanda, está sem fornecimento de água de rede pública há várias semanas por conta de três rupturas na linha de abastecimento, que deixaram aquela zona da cidade sem água, situação que força os moradores a comprarem o bidão de 25 litros a preços que variam entre os 100 e os 150 kwanzas, soube o Novo Jornal.

A Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL) reconhece a situação e diz que o problema da Vila Alice ficará ultrapassada nas próximas 24 horas. Enquanto isso, alguns moradores estão a adquirir a água em camiões cisternas e nos “kupapatas”, uma situação que, segundo os próprios moradores, é desconfortável pelo facto de estarem na zona baixa de Luanda.

A falta de água de rede pública na Vila Alice, bairro nobre da cidade de Luanda, segundo os moradores da zona, dura há quase um mês e até agora não há melhorias por parte da EPAL. O Novo Jornal constatou que as empresas e restaurantes da Vila Alice estão há três semanas a comprar a água nos camiões cisterna, o que para eles é dispendioso.

A EPAL reconhece que a Vila Alice está sem água há várias semanas e garante que os trabalhos para reposição da normalidade, no que toca ao fornecimento de água, terminam dentro de 24 horas. Segundo a EPAL são três rupturas na Vila Alice, sendo a primeira no Largo Cesário Verde, a segunda na Rua Francisco Pereira Africano, e a última, e mais grave, na Avenida Hoji Ya Henda, nas proximidades da loja “Samirana”, cujo trabalhos condicionam a circulação automóvel naquele troço, como verificou o Novo Jornal no local. (Novo Jornal)

 

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