CulturaDestaquesInstitutos SuperioresNacional

Responsável quer apoio na protecção de bens culturais

Luanda - A directora do Instituto Nacional do Património Cultural, Cecília Gourgel, afirmou nesta sexta-feira, em Luanda, ser importante a participação das comunidades e de diversas autoridades policiais no processo de preservação, promoção e valorização dos bens classificados como património cultural.

“Para combater o fenómeno de tráfico ilícito de bens culturais é imprescindível a colaboração entre todos os intervenientes: as comunidades e grupos que produzem bens culturais, a Polícia Fiscal, a Administração Geral Tributária, Serviço de Investigação Criminal e outros parceiros internacionais como a INTERPOL e a Unesco”, realçou a responsável.

Ao presidir a abertura do seminário sobre “Combate ao trafico ilícito de bens culturais”, Cecília Gourgel advogou a necessidade de se consciencializar a sociedade sobre a importância de se proteger o património cultural para combater ao trafico ilícito.

Considerou ser necessário explorar a possibilidade de organizar fóruns com unidades policiais especializadas, a fim de se reforçar os mecanismos de protecção e salvaguarda.

Reafirmou que isentar os esforços para implementar a Lei do Património Cultural 14/05 e demais legislação nacional é uma das premissas que garante acções coordenadas ou concertadas para prevenir a ameaça complexa global causada pelo tráfego ilícito de bens culturais.

A promoção, protecção e valorização dos bens culturais, disse, permite a perpetuação da memória dos povos e para que as novas gerações tenham informações sobre o meio que os rodeia.

Destacou a importância de se ratificar as convenções internacionais sobre a protecção dos bens culturais como a Convenção da Unesco de 1970 sobre “Os meios de proibição e prevenção da importação, exportação e transporte ilícitos de propriedade de bens culturais, a Convenção de 1995 da UNIDROIT sobre “Objectivos  culturais roubados ou exportados ilegalmente e a Convenção da UNESCO de 2001 para “A protecção do património cultural subaquático”.

Por outro lado, disse esperar que o seminário  contribua para o estabelecimento de parcerias entre as várias forças especializadas e interconectadas com o banco de dados da INTERPOL, incluindo alfandega, polícia de fronteira e outras entidades, tais como: advogados, seguradoras, profissionais do mercado de arte.

Participaram no encontro, que teve como objectivo a troca de experiências e desenvolvimento e integração de ferramentas tecnológicas de combate do fenómeno, quadros dos ministérios da Cultura, Interior e Finanças, bem como individualidades ligadas a cultura. (Angop)

Mostrar mais

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Ver também

Close
Close