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Relato financeiro – A evolução expectável no sector segurador

A realidade actual do modelo de relato financeiro associado à indústria seguradora em Angola não se encontra actualizada pelas melhores referências, seguindo um modelo desajustado às necessidades dos dias de hoje.

Trata-se de um modelo antigo, pouco exigente ao nível da divulgação de informação, o qual não aborda da melhor forma algumas temáticas relevantes da indústria.

Nos tempos que correm é inequívoca a relevância que o relato financeiro das entidades que actuam nos mercados tem para o desenvolvimento económico e social da sociedade. A informação é uma necessidade premente. Valores como a responsabilidade, credibilidade e transparência são alcançados, não só, com uma boa actuação nos mercados onde essas entidades operam, como também com um relato financeiro de qualidade.

A evolução que a sociedade regista requer das entidades uma constante aposta e reforço dos seus sistemas de reporte financeiro, pois só assim as exigências dos mais variados stakeholders, como clientes, fornecedores, trabalhadores, investidores, reguladores, autoridades fiscais (bem… o público em geral), são satisfeitas.

Um sector financeiro forte em Angola, à semelhança da generalidade dos países, é crucial para o seu desenvolvimento e representa a sua vitalidade económica. Essencialmente representado pelas indústrias de banca e seguradora, deve assentar na transparência da informação partilhada, a qual só é assegurada por um relato financeiro adequado.

A indústria bancária em Angola já seguiu uma estrutura de relato financeiro mais evoluída, tendo adoptado um referencial contabilístico de referência (as normas internacionais de contabilidade – IAS/IFRS). Apesar de a indústria seguradora ainda não o ter feito, pode, em larga medida, beneficiar desta experiência e caminhar para a harmonização com o sector bancário e/ou outras práticas de referência internacional. (Expansão)

Por: Nuno Calha | Executive Director, EY Angola

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