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Governo de Benguela garante mais 35 escolas no ano lectivo 2019

Lobito - Pelo menos 35 novas escolas nos subsistemas de ensino primário e secundário poderão abrir ainda neste ano lectivo, na província de Benguela, perfazendo 383 salas de aula, disse, nesta quarta-feira, no Lobito, o governador de Benguela, Rui Falcão.

Segundo o governante, que falava na 1ª reunião extraordinária dos Conselhos Provinciais de Concertação Social e de Auscultação da Comunidade, mais 34 mil e 416 alunos deverão ser inseridos no sistema de ensino com a abertura das referidas escolas públicas de diferentes tipologias.

Rui Falcão destacou que, em 2018, a província de Benguela ganhou 77 novas salas de aula, tendo sido possível integrar mais 6.786 alunos no sistema educativo.

Apresentando aos membros dos referidos conselhos a situação actual da província de Benguela, na vertente da Educação, o governante assegurou ainda estar em curso o processo de integração de 1.373 novos professores, admitidos por via do último concurso público.

Sobre os processos dos concursos públicos anulados de 2014 e 2016, garantiu ter sido possível, em 2018, voltar a trabalhar nessa matéria, o que permitiu enquadrar 811 novos agentes, dos quais 398 do regime geral e 413 da carreira docente. De fora ficaram 53 agentes por diversas razões.

Igualmente está em curso, segundo a fonte, a transição de carreira de cerca de 23 mil e 500 professores desta província, ao abrigo do Decreto Presidencial nº 160/18, de 3 de Julho.

No entanto, assegurou terem sido formados 1513 professores em toda a província de Benguela, no quadro das Zonas de Influência Pedagógica, daí defender que este processo deve ser contínuo para consolidar a formação e uniformizar o conhecimento.

Quanto ao sistema de alfabetização e educação de adultos, foram matriculados 49 mil e 499 alfabetizandos, orientados por 1700 alfabetizadores, mas o governador vê o obstáculo persistente, nomeadamente, a dívida relativa ao subsídio destes.

Ensino Especial “de forma tímida”

Ainda que de forma tímida, o atendimento ao aluno com necessidades educativas especiais tem vindo a melhorar, como reconheceu Rui Falcão, lamentando, porém, que Benguela conta com uma única Escola de Educação Especial, que funciona também como núcleo de apoio à inclusão escolar.

Referiu que já existe um centro de recursos de apoio à inclusão escolar no município da Ganda e que, dentro de pouco tempo, um outro entrará em funcionamento na região do Bocoio.

Actualmente, a Educação Especial em Benguela tem 356 professores das diferentes especialidades a apoiar 1491 alunos com necessidades especiais.

O governador de Benguela notou ainda que a merenda escolar cobriu apenas 113 instituições escolares, abrangendo um universo de 38 mil e 794 crianças.

Neste ano lectivo, a iniciar-se a 1 de Fevereiro, Benguela terá 180 mil novos alunos nas classes de transição (ou seja, na iniciação, 1ª, 7ª e 10ª), dos cerca de 900 mil matriculados no subsistema de ensino geral.

Ao todo, estão disponíveis 1.276 escolas, sendo 1.132 públicas, 64 comparticipadas e 80 privadas, o equivalente a 11 mil salas de aula, das quais 43 porcento de construção definitiva e as restantes concebidas de forma provisória e improvisada. (Angop)

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