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Comboios voltam a circular entre o Huambo e o Moxico

Os comboios do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), voltam hoje a circular no troço Huambo/Bié/Moxico, depois de mais de três meses de paralisação, devido à Covid-19.

A garantia foi dada ontem, à Rádio Nacional de Angola, pelo director comercial do CFB, Artur Silva. O responsável acrescentou que, numa primeira fase, serão três frequências semanais, que vão ligar as cidades do Huambo, Luena e Cuito.

O CFB vai limitar a venda de bilhetes. Dos 3.200 lugares disponíveis, por semana, apenas serão vendidos 1.600 bilhetes, para garantir o necessário distanciamento físico entre os passageiros. Segundo o director comercial do CFB, o troço Lobito/Huambo continua interdito, devido a trabalhos de reabilitação, numa das passagens hidráulicas, no município do Longonjo, província do Huambo.

Na rota Luena-Bié, o comboio transporta, maioritariamente, bens agrícolas. Sobre o reinício da circulação dos comboios do Caminho-de-Ferro de Benguela, alguns cidadãos retidos há meses no Huambo e Bié, devido à Co-vid-19, manifestaram a sua satisfação pela iniciativa das autoridades, que vai permitir o regresso a casa e a retoma dos negócios.

Os governos do Moxico e do Bié criaram a 5 deste mês uma estratégia para travar a propagação da Covid -19, no âmbito do reinício, hoje, da circulação ferroviária entre as duas províncias

Para materializar esta iniciativa, as duas delegações, encabeçadas pelos governadores do Moxico, Gonçalves Muandumba, e do Bié, Pereira Alfredo, estiveram reunidos na localidade de Muchimoji, na comuna do Munhango, município do Cuemba, para adoptar medidas para prevenir a propagação do novo coronavírus entre os passageiros.

O governador do Moxico, Gonçalves Muandumba, referiu que o encontro serviu para estabelecer novas medidas para regular como as populações do Moxico e do Bié devem circular com a retomada do comboio, numa altura em que o país regista o crescimento de casos da Covid-19.
O governador alertou para a existência de pessoas que estão a violar a cerca sanitária de Luanda, exortando a população a estar vigilante e denunciar os casos suspeitos.

“Tudo o que o Governo está a fazer é para manter a segurança e a saúde públicas. Por esta razão, se alguém chega à aldeia deve ser denunciado pelas autoridades, para ser verificado e saber a sua proveniência”, defendeu.

O governador do Bié, Pereira Alfredo, afirmou que o encontro das duas delegações serviu para unir os esforços das duas províncias na luta contra a pandemia e estabelecer medidas de segurança ao longo das duas fronteiras com os dois países vizinhos, nomeadamente Zâmbia e RDC.

Além da prevenção contra o novo coronavírus, os dois governadores abordaram aspectos que visam o fortalecimento das relações de vizinhança e as trocas comerciais entre as duas províncias. (Jornal de Angola)

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