DestaquesEconomiaNacional

Receita das privatizações ainda não está estimada – Archer Mangueira

O Governo não tem uma estimativa do valor arrecadar no âmbito do processo de privatizações que irá decorrer entre 2019 e 2022 (PROPRIV), admitiu hoje o ministro das Finanças. OGE2019 Revisto prevê para este ano receita de 858 milhões Kz por via de alienações de empresas.

Em causa está a venda de 195 empresas, ou participações directas ou indirectas em empresas de sectores que vão das telecomunicações aos transportes, da banca aos seguros, passando pela hotelaria, sector produtivo, diamantes e petróleos, entre outras.

“Neste momento não temos ainda uma estimativa da receita, será feito um processo de avaliação de cada empresa”, explicou Archer Mangueira, que falava na apresentação pública do PROPRIV, em Luanda.

De acordo com o ministro, à medida que o processo for avançando, o Governo “irá dar nota das receitas que forem registadas no Tesouro nacional”, mas em todo o caso, o que está previsto é que o dinheiro proveniente das privatizações seja aplicado no desenvolvimento da economia, nomeadamente no financiamento do sector produtivo.

O OGE2019 Revisto, recorde-se, prevê uma receita neste ano próxima dos 860 milhões Kz por via da alienação de empresas. O PROPRIV prevê que, em 2019, sejam alienadas, ou comecem os respectivos processo, cerca de oito dezenas de empresas.

Entretanto, das cinco empresas já vendidas neste ano, previa-se uma receita na casa dos 14 biliões Kz, mas as receitas foram de cerca de três biliões.

O titular das Finanças admitiu igualmente que poderão surgir entidades ou investidores que queiram aplicar na compra de empresas ou participações a privatizar dinheiro “proveniente eventualmente de actividades ilícitas”, procurando assim fazer branqueamento de capitais, mas garantiu que haverá formas de impedir ou minimizar este risco.

“Sim, existe esse risco [de tentativas de branqueamento de capitais por potenciais investidores]”, disse Archer Mangueira, explicando que, ao longo dos processos negociais, haverá iniciativas de due dilligence para apurar a origem dos fundos.

No início da apresentação do PROPRIV, o ministro da Estado e da Coordenação Económica, Manuel Nunes Junior, revelou que o Executivo contratou o Banco Mundial como consultor estratégico para este programa. (Mercado)

Por: Ricardo Davide Lopes

Mostrar mais

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Close