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Produtores do Cuanza-Norte não aderem ao financiamento

O Projecto de Apoio ao Crédito (PAC), instrumento de financiamento do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi), regista pouca adesão dos produtores do Cuanza-Norte, segundo o director do Gabinete para o Desenvolvimento Económico Integrado da província.

Segundo Fernando Mesquita, recentemente, técnicos do Gabinete de Desenvolvimento Económico Integrado do Cuanza-Norte, Malanje e Uíge participaram num seminário regional, onde receberam orientação para a elaboração de documentos relativos ao programa.

Seguiu-se uma visita de técnicos do Ministério da Economia e Planeamento para o início da primeira etapa, que consistiu no cadastramento de todos os produtores da província do Cuanza- Norte, mas, ao longo desse tempo, escutaram lamentações de empresários locais sobre a inviabilidade dos projectos por alegada falta de financiamento, algo que atribuiu a uma “certa apatia” dos produtores.

Reconhecendo haver dificuldades de acesso às zonas mais produtivas da província, Fernando Mesquita sublinhou que as pessoas “continuam cépticas”, apesar dos vários encontros para esclarecimento dos objectivos do PAC, que permite aos interessados acesso ao crédito para a aquisição de máquinas e insumos agrícolas.

O chefe de departamento do Gabinete para o Desenvolvimento Económico Integrado do Cuanza-Norte, Narciso Francisco, lembrou que os bancos BFA, BAI, BIC, Standard Bank, BMA, BNI, BCH, BIR e BCI estão disponíveis para conceder crédito aos produtores, que sigam os pressupostos legais.

Incentivou os produtores a aderirem ao crédito, já que os acordos estão assinados entre o Ministério da Economia, Banco de Desenvolvimento de Angola (BNA) e nove bancos comerciais.

Narciso Francisco esclareceu que mil produtores na província do Cuanza-Norte já foram cadastrados para a inscrição no Portal da Produção Nacional (PPN), que também permite acesso expedito a compradores.

Fernando Mesquita disse que todos os procedimentos burocráticos estão acautela- dos, já que os memorandos assinados entre o Governo e os bancos envolvidos no processo garantem a possibilidade de crédito para todos os produtores interessados.

Recordou que o PAC é uma iniciativa do Governo projectada para injectar fluxos de capital que ajudem as empresas do sector privado a investirem na produção e comercialização de 54 bens da cesta básica e outros considerados prioritários para o consumo e de origem nacional, como farinha de trigo, abacaxi, açúcar, água de mesa, feijão, ovos, leite, óleo, cebola, sal e milho.

Da lista fazem ainda parte a fuba de milho e de bombó, mandioca, manga, massa alimentar, mel, cimento, guardanapos, papel higiénico, rolos de papel para cozinha, lixívia, detergentes, fraldas descartáveis e embalagens de vidro. (Jornal de Angola)

Por: Marcelo Manuel | Ndalatando

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