DestaquesEducaçãoMinistérios

Ministra reconhece que divisão académica por região criou problemas de gestão

A ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e Inovação reconheceu que a divisão académica por região criou problemas de gestão, fruto de um levantamento feito, que conclui que as regiões académicas do país deverão deixar de existir e as universidades ou instituições de ensino superior em que se encontram passarão a fazer toda a actividade de acordo com o desenvolvimento da província onde se situam.

Ao falar à imprensa, no final da 4ª sessão ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, presidida pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, Maria do Rosário Sambo frisou “ter uma sede numa província e ter unidades orgânicas em províncias longínquas, até mesmo em termo de gestão, torna-se complicado”, e referiu que o sector notou a existência de muitas instituições com autonomia, que têm um director, dois directores adjuntos e muitos cargos de chefias, todos num mesmo território.

A governante disse estar provado que a concentração de meios e a partilha de recursos possibilita um melhor aproveitamento dos mesmos e uma maior gestão, e salientou a existência de muitos institutos e escolas superiores em praticamente todas as províncias, que são autónomos com apenas um curso.

Para corrigir a falha, avançou, fez-se um processo de aglutinação, acto que vai dar lugar, agora, à criação de três novas universidades a nível do país. No Namibe, vai nascer uma universidade com nome da província e congregará a Academia de Pescas e Ciências do Mar. Esta, por sua vez, vai aglutinar as duas unidades orgânicas da Universidade Mandume, no caso a Escola Superior Politécnica e a Escola Superior Pedagógica do Namibe.

Em Malanje, vai nascer a Universidade Rainha Njinga e,  segundo Maria do Rosário Sambo, esta vai resultar da fusão do Instituto Superior Politécnico, da Escola Superior Politécnica e do Instituto Superior Agro-alimentar da Faculdade de Medicina de Malanje. Na capital do país, vai criar-se a Universidade de Luanda. Essa instituição vai aglutinar o Instituto Superior da Arte, de Serviços Sociais, de Tecnologias de Informação e Comunicação e o Instituto Superior de Gestão Logística e Transportes.

A ministra informou entretanto que o Instituto Superior de Educação Física e Desportos vai passar a ser uma unidade orgânica da Universidade Agostinho Neto e o Instituto Superior de Ciências da Informação, que tem apenas um curso, vai ser absorvido pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, e há uma outra proposta que visa a criação de instituições de natureza politécnica.

Essas iniciativas, frisou a fonte, citada pelo Jornal de Angola, constam de dois projectos de Decretos Presidenciais a serem remetidos à apreciação do Conselho de Ministros. Um deles, disse, visa criar condições para contratar, de uma forma especial, profissionais qualificados para o exercício da actividade docente na condição de professores visitantes ou convidados ou ainda de colaboradores a nível de assistente e de leitores.

Ressaltou que esta iniciativa consta do Estatuto da Carreira Docente do Ensino Superior, mas é preciso criar um regime. “É um diploma muito importante para a vida das instituições de ensino superior”, sublinhou. (ONgoma News)

Mostrar mais

Notícias relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker