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Crianças estão a ser traficadas para o exterior com documentos emitidos legalmente, reconhece Governo

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos disse hoje em Luanda que estão a ser traficadas crianças para o exterior do País com documentos emitidos legalmente, especialmente na condição de menores não acompanhados com declarações reconhecidas em notário, destapando a possibilidade da existência de cumplicidades nestes serviços.

Francisco Queirós, questionado pelo jornalistas momentos depois de uma palestra sobre Tráfico de Seres Humanos, a que assistiu, admitiu que se constatou que “muitas pessoas que são vítimas de tráfico transitam com documentos legais”, especialmente crianças não acompanhadas transportadas legalmente com “declarações que são reconhecidas notarialmente”.

Para lidar com este fenómeno, que, segundo o governante está traduzido na base de dados oficial em 100 casos de tráfico de pessoas e não é ainda alarmante, pretende-se garantir uma melhor formação dos funcionários dos serviços de notariado de forma a evitar uma colaboração inconsciente com este tipo de criminalidade.

A colaboração entre os distintos organismos públicos, do SME às instituições judiciais é o caminho mais curto para diminuir este problema, contando ainda com a colaboração internacional, policial e, desde logo, no âmbito regional, nomeadamente na África Austral e África Central, a cujas organizações Angola pertence, especialmente a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Este alerta de Francisco Queirós surgem 24 oras depois de o Serviço de Investigação Criminal ter detido em flagrante, na Lunda Norte, Chitato, um homem de 36 anos por tentativa de tráfico de duas crianças do sexo feminino.

Na segunda-feira, como noticiou a Angop, o SIC deteve um indivíduo de nacionalidade angolana por estar a tentar “vender” por 75 mil dólares duas meninas, uma sobrinha e uma neta, tendo sido denunciado por um imigrante da África Ocidental, que tinha sido procurado para o “negócio”. (Novo Jornal)

 

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