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Miguel Maya e Nuno Amado vieram de Angola com garantia que Sonangol está para ficar no BCP

A Sonangol está para ficar no BCP.

Foi a própria administração da petrolífera estatal angolana quem garantiu a Miguel Maya e Nuno Amado que pretende manter o investimento no banco português, onde detém 19%, desfazendo de vez os rumores sobre uma possível saída dos angolanos do capital do BCP. As ações do banco estão a somar mais de 2% esta manhã em Lisboa. Ver perfil Mais notícias sobre o banco

Miguel Maya e Nuno Amado, CEO e chairman do banco português, estiveram a passada quarta-feira em Luanda para uma reunião com responsáveis máximos da petrolífera do Estado Angolano. Nesse encontro, que decorreu no âmbito dos encontros regulares entre as duas instituições, “a administração da Sonangol reafirmou o interesse do acionista no investimento realizado e na permanência como acionista de referência do Millennium bcp“, segundo adianta esta segunda-feira o banco numa nota enviada aos jornalistas.

Do lado da Sonangol estiveram presentes o presidente do conselho de administração, Gaspar Martins, e ainda os administradores executivos Baltazar Miguel, Osvaldo Macaia, Jorge Vinhas e Luís Maria.

“Foram analisados os resultados e a atividade desenvolvida no primeiro semestre de 2019, bem como as metas definidas no Plano Estratégico do Millennium bcp para o período 2018-2021, focado no crescimento sustentado e na rendibilidade”, acrescenta a mesma nota.

As ações do banco estão a valorizar 2,16% para 0,193 euros esta manhã em Lisboa, registando o melhor desempenho no PSI-20. Desde o início do ano, o saldo é, porém, desfavorável, com a capitalização bolsista do BCP a emagrecer 15%.

Este esclarecimento surge depois de várias notícias que davam conta da saída da Sonangol da estrutura acionista do BCP, isto no âmbito do plano de reestruturação que a petrolífera esta a levar a cabo com vista à concentração da sua atividade no petróleo e gás. Esse plano passa pela alienação de posições em áreas não core. A petrolífera tem ações nos bancos angolanos BAI (8,5%), BFA (13% de participação indireta por via da Unitel); Caixa Angola (25%), Banco Económico (31,5%) e no BCP (19,5%). Apesar dos rumores, BCP e angolanos sempre garantiram que não haveria mudanças em relação ao investimento realizado no banco.

Estrutura acionista do BCP

Fonte: BCP

A Sonangol é o segundo maior acionista do BCP, atrás dos chineses da Fosun (27,25%). Atrás dos angolanos seguem a BlackRock e o grupo EDP, com 3,39% e 2,09%, respetivamente. A petrolífera estatal de Angola no capital do banco português em 2008, já depois do verão quente entre os acionistas e que levaram Carlos Santos Ferreira a mudar da Caixa Geral de Depósitos para o BCP.

Este ano, a Sonangol recebeu 5,9 milhões de euros em dividendos do BCP. Foi a primeira remuneração aos acionistas por parte do banco após quase uma década. (MSN)

Por: Alberto Teixeira

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